Polícia Civil indicia quatro suspeitos de matar e crucificar mulher em ritual religioso no RS
Quatro indivíduos, autoproclamados pais de santo, são indiciados por homicídio qualificado em Formigueiro. A vítima, Zilda Correa Bitencourt, de 58 anos, teria sido morta em um ritual religioso no Cemitério da Colônia Antão, após alegações de que estava possuída por entidades malignas.
A Polícia Civil de Formigueiro indiciou três homens e uma mulher suspeitos de envolvimento na morte de Zilda Correa Bitencourt, 58 anos, ocorrida em 10 de fevereiro durante um ritual religioso no Cemitério da Colônia Antão. A vítima foi amarrada na cruz principal do cemitério, onde teria sofrido agressões com instrumentos contundentes, resultando em sua morte.
Os quatro suspeitos, autodenominados pais de santo, foram presos no dia do crime e indiciados por homicídio qualificado, considerando motivo torpe, meio cruel e recurso que impediu ou dificultou a defesa da vítima. Eles alegam ter praticado o ato a pedido do marido e filho de Zilda, que afirmavam que ela estava possuída por "duas entidades" há mais de 20 anos.
O laudo da necropsia indicou que a causa da morte foram ferimentos causados por instrumento contundente, possivelmente pauladas desferidas durante o ritual. Dois suspeitos admitiram ter agredido a vítima com o objetivo de expulsar "o espírito do mal que estava nela".
Os indiciados são Francisco da Rosa Guedes (Chico Guedes), Jubal dos Santos Brum, Larry Chaves Brum e Nayana Rodrigues Brum. A defesa de Chico Guedes alega falta de provas e destaca sua condição frágil devido à idade e problemas de saúde. As defesas de Jubal e dos filhos haviam negado envolvimento no crime, apontando responsabilidade para Chico Guedes. O caso segue sob investigação, aguardando denúncia do Ministério Público para a continuidade do processo.