Polêmica na Redenção: Comerciantes são proibidos de usar o espelho d'água
Decisão da Prefeitura gera surpresa entre os expositores e levanta questionamentos sobre alternativas
Com surpresa e descontentamento, os expositores que costumam ocupar o espelho d'água do Parque da Redenção receberam a decisão da Prefeitura de não permitir mais feiras no local aos finais de semana. O despacho da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo Sustentável (Smamus) no dia 27 de junho indeferiu um pedido protocolado pelos expositores, baseando-se no conflito comercial entre os produtos vendidos nas feiras e aqueles comercializados no empreendimento Refúgio do Lago, como cervejas e lanches.
Em resposta, o governo do prefeito Sebastião Melo (MDB) determinou três novos locais para serem usados pelos expositores, visando "ativar e fomentar a circulação de usuários em novos espaços e garantir a distribuição do público por áreas menos ocupadas". A Prefeitura destacou que a Redenção é tombada como patrimônio histórico, cultural e ambiental, o que requer medidas de conservação do parque como um todo.
Contudo, os expositores apontam que os novos espaços têm pouco movimento de público e, consequentemente, menor chance de vendas. A empresária Maiara Hoffmann, uma das organizadoras das feiras, lamenta que a Prefeitura não tenha dialogado com os expositores antes de tomar a decisão. Ela ressalta que os responsáveis pelo Refúgio do Lago informaram que o pedido não partiu deles e que as feiras, realizadas apenas nos finais de semana, não afetariam o novo empreendimento.
O secretário municipal do Meio Ambiente e Urbanismo Sustentável (Smamus), Germano Bremm, afirmou que a decisão visa aumentar o movimento em outras áreas do parque, mas não mencionou a justificativa de proteção comercial ao Refúgio do Lago.
Uma reunião está agendada entre os expositores e o secretário Bremm para discutir o assunto. Eles enfatizam que não têm problemas com o empreendimento ou a Prefeitura, mas buscam um meio termo para encontrar uma solução viável que não prejudique seus negócios. A questão, segundo eles, é pontual e relacionada à proibição de uso do espelho d'água.
A Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo Sustentável reitera seu compromisso em equilibrar o uso adequado do parque, a preservação do patrimônio e a satisfação dos frequentadores.