Pix 2.0: Novas regras do Banco Central prometem rastrear mais rapidamente dinheiro de golpes
A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite que o dinheiro seja rastreado mesmo que ele seja pulverizado em diversas contas intermediárias
Começaram a valer as novas diretrizes de segurança do Pix estabelecidas pelo Banco Central. As medidas têm o objetivo de acelerar a recuperação de valores transferidos sob fraude ou coação. A grande evolução do sistema é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que agora permite que o dinheiro seja rastreado mesmo que ele seja pulverizado em diversas contas intermediárias. Esta é uma tática comum utilizada por criminosos para ocultar recursos roubados. Com essa mudança, especialistas projetam uma redução de até 40% no sucesso de golpes financeiros realizados através da plataforma.
A nova estrutura torna obrigatório que todos os bancos e instituições de pagamento ofereçam um botão de contestação direto nos aplicativos, facilitando o autoatendimento. Assim, uma vez acionado o alerta de fraude, o sistema pode realizar o bloqueio imediato de contas suspeitas, antes mesmo da conclusão da análise detalhada. Dessa forma, o Banco Central estima que, com a maior integração entre as instituições financeiras e o compartilhamento de dados em tempo real. Além disso, o prazo para a restituição dos valores possa ser reduzido para até 11 dias após a contestação.
Segurança para o Pix
É fundamental que o usuário entenda que o MED é uma ferramenta exclusiva para casos de crimes, suspeitas de fraude ou erros operacionais do próprio banco. Por isso, o mecanismo não se aplica a transferências feitas por engano, como digitar uma chave errada ou valor incorreto voluntariamente. Por fim, em caso de golpe, o correntista deve registrar a queixa pelo canal oficial do seu banco o mais rápido possível; a partir daí, a instituição tem até 30 minutos para comunicar o banco recebedor e efetuar o bloqueio preventivo dos recursos para análise. Criado em 2021, o MED se consolida agora como a principal barreira de proteção do sistema de pagamentos instantâneos no Brasil.