Petrobras vê potencial para exportar gás liquefeito do pré-sal, diz CEO
A Petrobras estuda exportar gás natural liquefeito (GNL) do pré-sal para a Ásia, diante da alta demanda energética na região. De acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, a ideia é realizar a liquefação em alto-mar por meio de unidades flutuantes, com potencial apoio da empresa naval Seatrium. A iniciativa busca monetizar o aumento da produção offshore de gás e fortalecer a atuação internacional da companhia.
A Petrobras vê potencial para exportar gás natural produzido no pré-sal brasileiro para mercados asiáticos no futuro, disse nesta quinta-feira a presidente da petroleira, Magda Chambriard, em Cingapura.
A ideia seria realizar a liquefação do gás em alto mar, contando eventualmente com apoio da empresa de engenharia naval Seatrium, segundo a executiva, que participou nesta quinta-feira do lançamento de duas embarcações para produção no campo de Búzios, contratadas junto à Seatrium.
Chambriard afirmou que a estatal tem discutido o aumento da produção de gás do pré-sal e as oportunidades que podem surgir a partir desse crescimento, incluindo exportações de gás natural liquefeito (GNL).
"Vemos espaço para exportar gás por meio de navios de GNL", disse Chambriard, a jornalistas.
Segundo Chambriard, a Petrobras já discute como parceiros podem apoiar a companhia no desafio de liquefazer gás no mar e viabilizar exportações para mercados interessados no combustível.
"Esse será o próximo passo", afirmou.
A executiva destacou que a Ásia aparece como destino natural para eventuais embarques de gás brasileiro, citando o forte crescimento da demanda energética na região.
"Hoje exportamos muito petróleo para a Ásia-Pacífico, é o nosso principal destino. E, olhando para frente, vemos que talvez venha a ser também o principal destino do gás", afirmou.
O presidente da Seatrium, Chris Ong, afirmou que a companhia está focada no mercado de GNL e vê espaço para cooperar com a Petrobras em soluções envolvendo unidades flutuantes de liquefação de gás (FLNG, na sigla em inglês).
Segundo o executivo, a Seatrium foi a primeira empresa a converter dois navios transportadores de GNL em unidades FLNG em operação, experiência que poderá ser usada em futuros projetos com a estatal brasileira.
"Certamente trabalharemos com a Petrobras para avaliar como podemos agregar valor em outra parte da cadeia de suprimentos com unidades flutuantes de GNL", disse Ong.
Ele acrescentou que a parceria entre as empresas pode se estender além da construção de plataformas FPSO, incluindo outros ativos voltados à monetização do gás natural produzido offshore.
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