PERIGO! Doença devastadora e pouco conhecida avança no Brasil
Chamada de paracoccidioidomicose, a doença vem crescendo no país e preocupando médicos e especialistas em saúde pública
Uma doença está preocupando os médicos e especialistas em saúde pública, a paracoccidioidomicose. Ela é uma infecção sistêmica causada por um fungo do solo conhecido como Paracoccidioides, ou "paracoco". Esse fungo é inalado quando o solo é revolvido por trabalhadores rurais e pode se instalar nos pulmões.
De acordo com informações do portal Metrópoles, micose é o nome usado para qualificar infecções causadas por fungos. Diferentemente de outros tipos de micoses, que se manifestam na pele e são tratadas de maneira tópica como com pomadas, a paracoccidioidomicose acaba se desenvolvendo nos pulmões, após o fungo ser aspirado, e se não for tratado pode levar o paciente a morte. A paracoccidioidomicose é a micose sistêmica que mais mata no país.
A infecção é chamada sistêmica porque, diferentemente de outras micoses superficiais, essa pode se disseminar para o sistema linfático, mucosas, cérebro, ossos e órgãos genitais, dificultando o diagnóstico e aumentando a letalidade quanto mais tempo passa sem diagnóstico e tratamento.
Contágio
A doença é invisível a olho nu. O contágio ocorre principalmente com quem trabalha em contato direto com a terra, como agricultores, garimpeiros e trabalhadores da construção civil, devido a sua transmissão, ocorre durante o manejo de solo contaminado, como agricultura, jardinagem e terraplenagem, e assim o fungo fica suspenso no ar, podendo ser inalado pelos trabalhadores. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa nem de animais para humanos.
Ainda segundo o Metrópoles, o Brasil é o país com maior incidência mundial da doença, com cerca de quatro casos por 100 mil habitantes por ano. Apesar desse número relativamente baixo, especialistas afirmam que muitos dos casos podem não ser notificados.
Sintomas
A doença pode ser letal quando a infecção não é tratada rapidamente após os sintomas iniciais, que podem incluir Tosse, falta de ar, feridas na pele, boca e garganta, lesões nos olhos e ossos e emagrecimento.
O diagnóstico tardio pode atrasar o tratamento necessário por poder confundir a condição com outras doenças, como câncer ou problemas endócrinos.
Médicos e especialistas alertam que o avanço da infecção exige atenção clínica e vigilância epidemiológica, principalmente em áreas rurais. A prevenção seria através da redução da exposição ao fungo no solo e aumentar o reconhecimento da doença em sistemas de saúde para evitar que mais casos tenham finais fatais.