Peninha é indiciado por discriminação religiosa contra evangélicos após vídeo nas redes
Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar eventual apresentação de denúncia à Justiça
O jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (7) pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância e apurou o conteúdo de um vídeo publicado pelo comunicador em janeiro deste ano.
Segundo a Polícia Civil, no vídeo, Eduardo Bueno afirmou que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e classificou integrantes da religião como "nefastos e desprezíveis". A gravação acabou removida das redes sociais por determinação judicial, após representação feita pela própria corporação. Durante depoimento prestado à delegacia, o jornalista optou por permanecer em silêncio.
A defesa de Peninha, representada pelos advogados Alexandre Wunderlich e Camile Eltz de Lima, afirmou em nota que a manifestação ocorreu dentro dos limites da liberdade de expressão e teve caráter jocoso. O indiciamento foi realizado com base no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/89, que trata de discriminação religiosa praticada pela internet. Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar eventual apresentação de denúncia à Justiça.
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