Confronto entre Irã e EUA em Ormuz ameaça cessar-fogo
Teerã acusa EUA de atacar embarcações perto do estreito e dispara mísseis contra navios americanos em resposta. Trump minimiza hostilidades. Acompanhe o conflito.
EUA abrem fogo e bloqueiam dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã
Irã afirma que ainda está estudando a proposta de paz dos Estados Unidos
Israel e Líbano vão se reunir em Washington na próxima semana
Trump afirma ter tido conversas "muito boas" com Teerã sobre possível acordO
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã acusa EUA de sempre lançarem "aventuras militares" cada vez que negociações parecem avançar
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira que, cada vez que uma solução diplomática para a guerra parece estar próxima, os Estados Unidos lançam "uma aventura militar temerária", na primeira reação oficial iraniana à troca de ataques de ontem à noite entre Teerã e Washington.
"Sempre que se propõe uma solução diplomática, os EUA optam por uma aventura militar temerária", lamentou o chefe da diplomacia iraniana na rede social X.
Araghchi questionou se o ocorrido se trata de "uma tática grosseira de pressão" ou se "mais uma vez, um sabotador enganou o presidente dos EUA para que entrasse em outro pântano", em uma aparente referência ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
"Quaisquer que sejam as causas, o resultado é o mesmo: os iranianos nunca cedem à pressão e a diplomacia sempre sai prejudicada", assegurou.
O diplomata iraniano disse ainda que são errôneos os dados atribuídos à CIA (agência de inteligência dos EUA) e publicados pela imprensa americana que estimam que a república islâmica conta com 75% dos seus mísseis em comparação com o estoque de 28 de fevereiro.
"Nosso arsenal de mísseis e nossa capacidade de lançamento não estão em 75% em comparação com 28 de fevereiro. O número correto é 120%. Quanto à nossa disposição para defender o nosso povo: 1000%", garantiu.
As declarações de Araghchi ocorrem depois que o Irã e os Estados Unidos trocaram ataques ontem à noite no Estreito de Ormuz, no incidente mais grave desde o início da trégua em 8 de abril.
Estes ataques contradizem os supostos avanços nas negociações de paz dos últimos dias, que indicavam que os dois rivais estavam próximos de alcançar algum tipo de acordo para encerrar a guerra ou, pelo menos, pôr fim às hostilidades.
jps (EFE)
EUA dizem ter bloqueado trânsito de 73 navios para portos iranianos após novos ataques em Ormuz
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram nesta sexta-feira que estão bloqueando a entrada e saída de 73 embarcações comerciais em portos do Irã, após uma noite em que Washington e Teerã trocaram ataques no Estreito de Ormuz, no incidente mais grave desde o início da trégua de 8 de abril.
O Comando Central do Exército americano (Centcom) detalhou que se trata de navios-tanque com capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em mais de US$ 13 bilhões.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou hoje que espera ao longo do dia uma resposta iraniana sobre negociações "sérias" para um acordo de paz.
"Deveríamos saber algo hoje. Quero dizer, estamos esperando a resposta deles. Veremos o que a resposta implica. A esperança é que seja algo que possa nos colocar em um processo sério de negociação", declarou Rubio em entrevista coletiva após reunir-se em Roma com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Segundo os dados divulgados hoje pelo Centcom, com sede na Flórida, mais de 50 embarcações foram redirecionadas para garantir o cumprimento do bloqueio, enquanto 73 navios-tanque permanecem impedidos de transportar o petróleo.
Para executar a operação, os Estados Unidos indicaram que mantêm mobilizados mais de 15.000 soldados, mais de 200 aeronaves e mais de 20 navios de guerra.
Entre os recursos utilizados estão porta-aviões, destróieres com mísseis guiados, aeronaves de vigilância e reconhecimento, aviões de combate, navios anfíbios e aeronaves não tripuladas.
Nesta sexta-feira completa-se um mês do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, em um contexto marcado pelas tensões repentinas da véspera no Estreito de Ormuz, onde ambas as partes trocaram uma série de ataques recíprocos.
O Irã condenou hoje os ataques dos Estados Unidos contra vários pontos de sua costa na noite passada, uma ação que classificou como não provocada e uma violação do cessar-fogo.
jps (EFE)
Irã afirma que ainda está estudando a proposta de paz dos Estados Unidos
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta sexta-feira que a república islâmica ainda está estudando a proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.
"A proposta está sendo estudada e, assim que chegarmos a uma conclusão definitiva, sem dúvida a anunciaremos", disse Baghaei em declarações reproduzidas pela agência de notícias Tasnim.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou hoje em Roma que espera ao longo do dia uma resposta iraniana sobre negociações "sérias" para um acordo de paz.
"Deveríamos saber algo hoje. Quero dizer, estamos esperando uma resposta deles. Veremos o que a resposta implica. A esperança é que seja algo que possa nos colocar em um processo sério de negociação", declarou.
Em relação à troca de ataques de ontem à noite entre Irã e Estados Unidos, Baghaei disse que os dois países continuam "nominalmente em uma situação de cessar-fogo" e alertou que as forças armadas iranianas responderão "com toda a sua força diante de qualquer agressão ou aventura".
Na última noite, Irã e Estados Unidos trocaram ataques no Estreito de Ormuz, no incidente mais grave desde o início da trégua em 8 de abril e do qual ambas as partes se culpam mutuamente.
Após a troca de hostilidades, o presidente americano, Donald Trump, garantiu que o cessar-fogo continua vigente e que o episódio se tratou apenas de um "tapinha de amor".
jps (EFE)
EUA batem recorde de exportação de petróleo em meio a bloqueio do Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos bateram o recorde de exportação de petróleo, ultrapassando a marca de cinco milhões de barris por dia (bpd) em média, após o bloqueio do Estreito de Ormuz, via navegável crucial para 20% do petróleo bruto mundial antes da interrupção do tráfego devido à guerra no Irã, de acordo com os dados mais recentes da Administração de Informação de Energia (EIA).
Na última semana de abril, os EUA venderam uma média de 5,3 milhões bpd, confirmando uma tendência de alta que se acelerou desde que as Forças Armadas do país, junto com Israel, atacaram o Irã em 28 de fevereiro.
Até então, as exportações de petróleo bruto tinham uma média de 4,1 milhões bpd.
Há algumas semanas, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que "13 milhões de barris de petróleo por dia foram perdidos" devido ao conflito, que "está causando interrupções significativas no fornecimento de matérias-primas essenciais".
No entanto, apesar das vendas, o preço do petróleo intermediário do Texas (WTI) permanece muito mais alto do que antes da guerra no Oriente Médio.
Embora o preço tenha caído nos últimos dias em meio ao otimismo sobre um possível acordo de paz iminente entre EUA e Irã, os contratos futuros de WTI para junho, os de referência para o mercado americano, permanecem acima de US$ 90 por barril.
O preço do petróleo bruto está quase 50% mais alto do que há três meses, antes do conflito.
Na tentativa de reduzir os altos custos, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a liberação de 172 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo do país.
Após o aumento das exportações e a liberação de reservas, cresceram as preocupações sobre a possibilidade de a capacidade de armazenamento do país se esgotar até o verão.
Jeff Currie, analista da empresa de capital privado Carlyle, advertiu em declarações à emissora Bloomberg que os EUA enfrentam um déficit de energia crescente.
Neste contexto, os Emirados anunciaram na quinta-feira a criação de um comitê encarregado de documentar as consequências dos ataques do Irã contra a nação petroleira, com o objetivo de que Teerã preste contas a Abu Dhabi.
jps (EFE)
Emirados Árabes Unidos voltam a relatar ataques do Irã após um mês de cessar-fogo
Os Emirados Árabes Unidos informaram nesta sexta-feira sobre novos "ataques com mísseis e drones" procedentes do território iraniano, depois que Estados Unidos e Irã elevaram a tensão com uma troca de hostilidades no Estreito de Ormuz, debilitando o frágil cessar-fogo em vigor há um mês.
O Ministério da Defesa emiratense indicou na rede social X que seu escudo antiaéreo estava respondendo a "mísseis e drones procedentes do Irã", ao mesmo tempo em que confirmou que "os sons ouvidos em áreas dispersas do país" eram o resultado da "ação dos sistemas de defesa".
Pelo menos três pessoas ficaram feridas com "gravidade moderada" durante a operação de interceptação de mísseis e drones.
Este ataque acontece depois que o Comando Central dos Estados Unidos assegurou na quinta-feira que atacou alvos militares iranianos, em resposta às ações de Teerã contra destróieres americanos que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O Exército do Irã acusou Washington de violar o cessar-fogo com um ataque na zona, mas, horas depois, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país mantém as negociações com a república islâmica.
As hostilidades ocorrem quando se completa um mês do início do cessar-fogo decretado unilateralmente por Trump em 8 de abril, sem que ainda tenha se materializado um acordo de paz com Teerã.
Os Emirados, como a maioria dos países do Oriente Médio que abrigam bases militares e compartilham interesses com a Casa Branca, têm sido alvo de ataques iranianos desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram sua ofensiva contra a república islâmica.
Os Emirados foram o país mais atingido da região e, de acordo com os últimos dados de seu Ministério da Defesa, interceptaram mais de 580 mísseis e 2.263 drones, em uma onda que causou danos em infraestruturas energéticas e alterou o tráfego aéreo.
Estes ataques de retaliação iranianos deixaram pelo menos 230 feridos de mais de 30 nacionalidades, segundo a Defesa emiratense, enquanto outras 13 pessoas morreram, entre elas dez civis.
jps (EFE)
Irã e EUA entram em confronto no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos e o Irã entraram em confronto nesta quinta-feira (07/05) no Estreito de Ormuz, colocando em risco um cessar-fogo de um mês acertado entre os países. A intensificação dos combates ocorreu no momento em que Washington aguardava uma resposta de Teerã à sua proposta para encerrar o conflito.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que três destroieres da Marinha dos EUA foram atacados enquanto navegavam pelo estreito, e destacou que os navios não foram danificados.
Já o Irã denunciou que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo com um ataque contra duas embarcações perto do Estreito de Ormuz, uma delas um petroleiro iraniano, e afirmou ter lançado, por sua vez, investidas contra navios militares americanos como resposta.
A Guarda Revolucionária iraniana descreveu sua resposta à "violação do cessar-fogo" como uma "operação ampla e precisa" que envolveu o deslocamento de contratorpedeiros ao estreito, assim como o uso de mísseis balísticos e drones com múltiplas ogivas.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), porém, disse que "não busca uma escalada", mas advertiu que permanece preparado para proteger as forças americanas na região.
Trump nega fim do cessar-fogo
Apesar dos ataques, Trump disse a repórteres que o cessar-fogo ainda estava em vigor e tentou minimizar a troca de hostilidades. "Eles provocaram a gente hoje. Nós os aniquilamos", disse em Washington.
Os dois lados têm trocado tiros ocasionalmente desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 7 de abril, com o Irã atingindo alvos em países do Golfo, que abrigam bases americanas, incluindo os Emirados Árabes Unidos.
Trump ressaltou ainda que as conversas com Teerã para encerrar o conflito permanecem em andamento, apesar das hostilidades. "Estamos negociando com os iranianos", destacou.
Arábia Saudita e Kuwait ampliam acesso dos EUA a suas bases militares
A Arábia Saudita e o Kuwait suspendem restrições ao acesso militar dos EUA às suas bases e espaço aéreo, abrindo caminho para a retomada do "Projeto Liberdade" já nesta semana, relatou nesta quinta-feira (07/05) o The Wall Street Journal (WSJ), citando autoridades americanas e sauditas.
As restrições haviam sido impostas após o lançamento da operação americana que visa reabrir o Estreito de Ormuz.
No início desta semana, o governo do presidente Donald Trump suspendeu abruptamente a operação na qual as forças americanas iriam guiar navios comerciais através do estreito, após apenas 36 horas.
Segundo reportagem da emissora americana NBC News, a suspensão ocorreu depois que a Arábia Saudita - cujo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, teria conversado diretamente com Trump - se recusou a permitir que as forças americanas usassem seu espaço aéreo e suas bases para a operação.
No entanto, uma fonte saudita consultada pela agência de notícias AFP negou essa informação, afirmando que os Estados Unidos ainda têm acesso regular às bases e ao espaço aéreo sauditas.
De acordo com o Wall Street Journal, o acesso dos EUA às bases e ao espaço aéreo sauditas teria sido restabelecido após uma segunda ligação telefônica entre Trump e o príncipe herdeiro.
rc (AFP)
EUA impõem novas sanções relacionadas ao Irã
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA anunciou nesta quinta-feira (07/05) uma nova rodada de sanções contra indivíduos e entidades associadas ao Irã, prometendo "aumentar a pressão econômica" sobre Teerã e seus aliados no Iraque.
"O Tesouro não ficará de braços cruzados enquanto os militares iranianos exploram o petróleo iraquiano para financiar o terrorismo contra os Estados Unidos e nossos parceiros", afirmou o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A lista inclui quatro pessoas sancionadas individualmente, entre elas o vice-ministro do petróleo do Iraque, Ali Maarij Al-Bahadl, acusado pelo Departamento do Tesouro de abusar de sua posição para "facilitar o desvio de petróleo para ser vendido em benefício do regime iraniano e suas milícias aliadas no Iraque".
Os outros três indivíduos são considerados líderes importantes das milícias Kata'ib Sayyid Al-Shuhada e Asa'ib Ahl Al-Haq, alinhadas ao Irã, no Iraque.
O Departamento do Tesouro afirmou que "todos os bens e interesses em bens das pessoas designadas ou bloqueadas descritas acima, que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou sob o controle de pessoas americanas, estão bloqueados e devem ser comunicados ao OFAC".
"Além disso, quaisquer entidades que sejam detidas, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais por uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas", acrescentou.
rc (DW)
Cerca de 1,5 mil navios aguardam passagem pelo Estreito de Ormuz
Em torno de 1,5 mil navios e suas tripulações estão presos no Golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, informou nesta quinta-feira (07/05) o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU, Arsenio Domínguez.
"Neste momento, temos aproximadamente 20 mil tripulantes e cerca de 1,5 mil navios presos", disse Domínguez. As Forças Armadas dos EUA calculam que o total seria de 1.550 navios de 87 países.
O controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz abalou a economia mundial, causando um aumento acentuado nos preços dos combustíveis que se espalhou por outros setores com efeitos muito além do Oriente Médio. Também deixou dezenas de milhares de marinheiros e centenas de navios presos no Golfo Pérsico.
O Irã efetivamente assumiu o controle da via navegável após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro. Semanas de intensos bombardeios e um bloqueio naval dos EUA, imposto no mês passado, ainda não surtiram efeito.
Segundo a OMI, 32 navios foram atacados desde o inicio da crise, com dez marinheiros mortos. As taxas de seguro para navios dispararam de 1% da carga do navio para até 10%, de acordo com especialistas em transporte marítimo.
Impasse continua
De acordo com a plataforma Lloyd's List Intelligence, que reúne dados sobre o comércio marítimo global, acredita-se que 534 navios teriam passado pelo estreito desde o início das crise no Irã, até 4 de maio. Em tempos normais, entre 6,5 mil e 8.450 navios teriam transitado pelo estreito durante o mesmo período.
Antes da guerra, um quinto do petróleo comercializado no mundo normalmente passava pelo estreito todos os dias, assim como grandes quantidades de gás natural, fertilizantes e outros derivados de petróleo.
O Irã afirma que só reabrirá o estreito se a guerra terminar e o bloqueio for suspenso. O presidente dos EUA, Donald Trump, busca concessões mais amplas, incluindo a suspensão do controverso programa nuclear iraniano.
(AFP, AP)
Irã diz que ainda não tem resposta sobre proposta dos EUA
Um porta-voz do Ministério do Exterior do Irã declarou à agência de notícias iraniana Irna que o regime em Teerã ainda não chegou a uma conclusão sobre a proposta dos Estados Unidos e que nenhuma resposta foi dada aos EUA.
as (Reuters)
Israel e Líbano vão se reunir em Washington na próxima semana
O Líbano e Israel realizarão uma nova rodada de conversas nos dias 14 e 15 de maio, em Washington, afirmou nesta quinta-feira (07/05) um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, sob condição de anonimato, citado pelas agências de notícias Reuters e AFP, sem dizer quem participará da reunião.
Os Estados Unidos pressionam os dois países a chegar a um acordo de paz duradouro, enquanto Israel continua atacando militantes do Hezbollah no Líbano.
O anúncio ocorreu um dia após o primeiro ataque de Israel a Beirute desde que Israel e o Líbano concordaram com um frágil cessar-fogo em meados de abril, depois que o governo Trump reuniu os embaixadores dos dois países para raras conversas diretas.
O decretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a paz era alcançável, mas exigia que o governo do Líbano tivesse a capacidade de combater o Hezbollah.
as (AFP, Reuters)
Israel anuncia morte de comandante do Hezbollah em Beirute
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta quinta-feira (07/05) a morte do comandante de uma unidade de elite da milícia xiita Hezbollah num bombardeio realizado na quarta-feira nos arredores de Beirute, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.
As FDI afirmaram que o combatente Ahmed Qalib Balut, Balut morreu num ataque na região de Dahiya, reduto do movimento xiita na capital libanesa, e o acusaram de liderar dezenas de planos terroristas contra tropas israelenses no sul do Líbano.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a operação e afirmou que Balut foi morto "no coração de Beirute". Netanyahu acrescentou ainda que Israel matou mais de 200 membros do Hezbollah desde o início do atual cessar-fogo e disse que "nenhum terrorista tem imunidade".
as (Lusa)
Israel afirma ter matado mais de 200 combatentes do Hezbollah desde cessar-fogo
Desde o início do cessar-fogo no Líbano, há três semanas, mais de 200 combatentes da milícia xiita Hezbollah, que é apoiada pelo Irã, foram mortos, afirmaram os militares israelenses nesta quinta-feira (07/05).
Somente na última semana, 85 combatentes do Hezbollah teriam sido mortos. O próprio Hezbollah não comentou esses números.
De acordo com o atual acordo de cessar-fogo, os militares israelenses podem têm se defender de ataques planejados, iminentes ou em andamento, mas não podem realizar operações "ofensivas" contra alvos no Líbano.
as (DPA)
Presidente do Irã afirma que se reuniu com o líder supremo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (07/05) que se encontrou recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.
Esta é a primeira vez em que o mandatário ou outras autoridades informam sobre reuniões com a nova autoridade máxima da República Islâmica.
Pezeshkian relatou a reunião de duas horas e meia durante uma visita ao Ministério da Indústria, Minas e Comércio, e disse que o encontro se centrou em questões importantes de governo, segundo a agência estatal Irna.
Mojtaba Khamenei foi nomeado líder supremo em 8 de março, após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Desde então, ninguém o viu nem o ouviu, em meio a especulações sobre seu estado de saúde após supostos ferimentos sofridos durante a guerra.
A nova autoridade religiosa máxima do Irã emitiu apenas comunicados que foram lidos por apresentadores na televisão estatal ou compartilhados em redes sociais.
Analistas consideram que, neste momento, a tomada de decisões na república islâmica se deslocou do gabinete do líder supremo para um grupo de segurança que inclui a Guarda Revolucionária, o Conselho Supremo de Segurança e figuras com laços com os setores de defesa do país.
Nesse sistema de governança de consenso de segurança, a voz de Mojtaba Khamenei seria apenas mais uma entre várias.
as (Efe)
Irã se reunirá com a Fifa para discutir participação na Copa
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFI), Mehdi Taj, afirmou que se reunirá nos próximos dias com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir a participação do país na Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Em declarações à televisão estatal nesta quarta-feira (06/05), Taj não indicou onde ou quando o encontro ocorrerá, mas reiterou que pedirá garantias de que não haverá "insultos" contra instituições oficiais e militares iranianas.
"Expressaremos nossas expectativas. Se puderem satisfazê-las, sem dúvida participaremos", disse Taj, que é ex-membro da Guarda Revolucionária.
Taj denunciou na semana passada que foi insultado pela Imigração canadense em Toronto, para onde viajava a fim de participar do 76º Congresso da Fifa, e decidiu retornar ao seu país.
Meios de comunicação canadenses, no entanto, relataram que Taj foi deportado por seu passado como membro da Guarda Revolucionária iraniana, designada como organização terrorista pelo Canadá em 2024.
A participação do Irã na Copa do Mundo mantém-se no calendário previsto, segundo a Fifa, embora o acesso de delegações e pessoal vinculado à equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões: EUA, Canadá e México.
Irã e Estados Unidos encontram-se em guerra desde 28 de fevereiro.
O secretário de Estado Marco Rubio indicou que não haverá problema em autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que disputarão suas partidas da fase de grupos em Santa Clara (Califórnia) e Seattle (estado de Washington), mas que não será permitido o acesso ao país de pessoal técnico da federação que teria laços com a Guarda Revolucionária.
O Irã se classificou para a Copa do Mundo após liderar o Grupo A da fase de classificação da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está no Grupo G, com Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
as (Efe)
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