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Paciente pode ser forçado a amputar o pé após decisão judicial controversa

7 dez 2024 - 12h48
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Em Ouro Preto, Minas Gerais, Maurílio Rodrigues enfrenta um grave agravamento de sua condição de saúde devido à diabetes. Recentemente, o paciente precisou amputar um dedo do pé e corre o risco de novas amputações, caso não realize com urgência uma cirurgia de revascularização. No entanto, sua situação se complica pela falta de recursos para realizar o procedimento na Santa Casa local.

Justiça
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Foto: depositphotos.com / zolnierek / Perfil Brasil

A família de Maurílio, a fim de garantir o tratamento necessário, entrou com um pedido judicial para transferi-lo para outra instituição pública que ofereça a cirurgia. Contudo, o processo enfrenta barreiras burocráticas significativas. Complicações surgiram quando o juiz Neanderson Martins Ramos, responsável pelo caso, encontrou inconsistências nas assinaturas apresentadas e questionou a ausência física de Maurílio no protocolo do pedido.

O juiz da Comarca de Ouro Preto julgou inadmissível que Maurílio não houvesse comparecido pessoalmente para assinar a documentação, exigindo seu aparecimento em até dez dias, sob o risco de extinção da ação. No entanto, as circunstâncias de saúde de Maurílio o impedem de se deslocar, como explicado por sua esposa, Maria Eunice Gonçalves. Essa exigência burocrática impõe um desafio, dados os riscos à saúde do paciente se o tratamento continuar a ser adiado.

Quais são as alternativas apresentadas pelo Ministério Público ao paciente?

Diante do impasse, o Ministério Público foi acionado pela família e interpôs uma ação emergencial para transferir o paciente Maurílio, alegando urgência no procedimento. Apesar disso, o mesmo juiz rejeitou o pedido, argumentando que o relatório médico não apontava risco iminente de morte pela ausência da cirurgia.

O diretor técnico da Santa Casa de Ouro Preto, Leonardo Brandão, explicou ao g1 as consequências de atrasar procedimentos médicos. Frequentemente, a saúde do paciente se deteriora a tal ponto que a intervenção posterior não oferece os mesmos benefícios que teria proporcionado inicialmente, destacando a urgência da situação de Maurílio.

"Muitas vezes, quando você posterga a execução de um procedimento, quando você consegue executar aquele procedimento, o paciente já está tão debilitado, já está tão deteriorado do ponto de vista clínico, que o tratamento não vai trazer mais o mesmo benefício que traria anteriormente", disse ele.

A questão levanta debates sobre a interação entre o sistema de saúde pública e as instituições judiciais. Por um lado, há uma necessidade clara de permitir flexibilidade nas normas para acomodar casos extremos de saúde. Por outro, as questões legais, como a presença física para acesso à justiça gratuita, são defendidas para manter a integridade do processo legal.

Maurílio Rodrigues aguarda, junto com sua família e advogados, uma decisão favorável que lhe permita obter o tratamento essencial que poderá salvar sua vida e prevenir a deterioração de sua condição.

Perfil Brasil
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