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O que diz inquérito sobre relação de Jaques Wagner com Banco Master e Vorcaro

Em relatório da PF cujo sigilo foi derrubado nessa sexta-feira (11/09), investigadores afirmam haver 'robustos indícios' da participação de Wagner em crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos.

11 set 2026 - 21h29
(atualizado às 21h45)
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Resumo
Relatório da Polícia Federal aponta indícios de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador Jaques Wagner e o Banco Master. Segundo a apuração tornada pública pelo STF, diálogos mostram que o parlamentar acompanhava pautas de interesse da instituição no Senado e mantinha relação com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco, solicitando e recebendo favores. O caso fez o petista deixar a liderança do governo no Senado, e a defesa dele ainda é aguardada.
Foto aproximada do rosto de Jaques Wagner, que aparece sério
Foto aproximada do rosto de Jaques Wagner, que aparece sério
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Diálogos envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) dão "robustos indícios" de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos, segundo um relatório da Polícia Federal (PF) cujo sigilo foi retirado nesta sexta-feira (11/09), em meio à abertura ao público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de investigações sobre o Banco Master.

Segundo investigadores, em conversas, Wagner demonstrou interesse em notícias sobre o Master, além de ter acompanhando do parlamento pautas de interesse do banco.

Em agosto de 2024, o senador teria enviado uma mensagem para Augusto Ferreira Lima afirmando: "Vamos marcar, que eu precisava conversar com você pra saber como estão as coisas do banco". Para a PF, seria uma referência ao Master.

O banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, seria o principal elo entre Wagner e o Master. Vários diálogos entre ele e o senador são explorados no relatório da PF.

"Para além de uma eventual amizade, o relacionamento entre ambos, do que se depreende dos diálogos, parece ser uma via de mão única: em regra, o Senador recebe ou solicita vantagens ou favores, e o empresário os concede", diz o documento.

Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wagner deixou de ser líder do governo no Senado após tornar-se alvo de investigações da PF relacionadas ao Master.

A BBC News Brasil está em busca de um posicionamento do senador petista através de sua assessoria de imprensa e de seu gabinete no Senado.

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