Nikolas Ferreira afirma que oposição tem apoio de 41 senadores para impeachment de Moraes
O avanço de uma possível abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (7). O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a oposição alcançou o número mínimo de 41 senadores favoráveis à admissibilidade da denúncia contra Alexandre de Moraes.
Mesmo com a suposta maioria, a decisão de abrir o processo depende exclusivamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para a destituição, no entanto, são necessários os votos de 54 parlamentares.
Oposição tem votos suficientes, mas processo depende de Alcolumbre?
Pelas redes sociais, Nikolas destacou o apoio do senador Laércio Oliveira (PP-SE), antes classificado como indeciso. Segundo o deputado, Oliveira "se posicionou pelo Brasil", elevando o número de assinaturas para 41.
"Portanto, soma-se 41 assinaturas e temos maioria para admissibilidade da denúncia. Resta agora, Alcolumbre receber a denúncia para dar início ao processo de impeachment", escreveu o parlamentar em publicação no X (antigo Twitter).
No mesmo post, o deputado apresentou uma espécie de roteiro com os passos para a tramitação do pedido. Entre eles estão a leitura da denúncia por Alcolumbre, a instalação de uma comissão especial e o afastamento imediato do ministro caso o parecer da comissão seja aprovado.
"Em frente, a tirania cairá", finalizou o texto.
Rogério Marinho (PL-RN), senador e ex-ministro, também reforçou a informação durante coletiva. Ele cobrou que a presidência da Casa encaminhe a denúncia com base nas assinaturas. Para ele, o gesto da oposição é uma "vitória".
"O Senado, na sua maioria, entendeu que há a necessidade da abertura desse processo. Pra nós é uma vitória, porque mostra que mesmo num Senado onde há uma maioria de adeptos do governo, prevaleceu o Brasil e a necessidade de restabelecermos o equilíbrio entre os Poderes", afirmou.
O senador ponderou que nem todas as pautas da oposição serão atendidas, citando a anistia como prioridade. "Normalmente não é 100% que é alcançado. Pra nós, a pauta mais importante é aquela que reconcilia o país, que é a anistia", disse. Ele criticou a esquerda por, segundo ele, ter sido beneficiada por anistias no passado, mesmo diante de crimes violentos.