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Netanyahu diz que Israel não vai se retirar de Gaza antes que Hamas se desarme

9 ago 2026 - 12h11
(atualizado em 10/8/2026 às 11h12)
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‌O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reiterou sua rejeição ao mais recente plano de Donald Trump para Gaza em declarações televisionadas dirigidas ao seu governo de direita neste domingo, mesmo com as forças armadas de Israel tendo efetivamente suspendido os ataques ⁠no território sob pressão do presidente dos EUA.

Netanyahu está em campanha ‌eleitoral, buscando a reeleição, mas se encontra dividido entre ministros de extrema direita, indignados com as concessões em Gaza, ‌e seu principal apoiador militar, Trump, ‌que deseja avanços para pôr fim ao conflito na ⁠região com um novo plano de paz de 15 pontos.

Israel reduziu os ataques em Gaza desde segunda-feira, quando Nikolay Mladenov, o enviado para Gaza do Conselho de Paz de Trump que supervisiona o cessar-fogo na região, se reuniu com Netanyahu.

Uma ‌fonte a par da posição de Israel afirmou que o país ‌concordou que as ⁠forças armadas atuariam ⁠apenas contra o que consideram ameaças imediatas em Gaza e não realizariam ⁠mais assassinatos seletivos, como ‌vinham fazendo quase diariamente.

Trump ‌anunciou no mês passado que havia ocorrido um avanço em seu plano para pôr fim à guerra, com o qual tanto Israel quanto o Hamas concordaram: as forças ⁠israelenses se retirariam à medida que o Hamas se desarmasse, e uma Força Internacional de Estabilização trabalharia com uma nova força policial palestina para garantir a segurança do enclave.

Mas complicações surgiram rapidamente. Israel afirmou ‌que as tropas israelenses em Gaza não se retirariam antes que o Hamas se desarmasse. O Hamas insistiu que Israel ⁠suspendesse os ataques antes de começar a implementar a parte do acordo que trata de suas armas.

"Israel não aceita o documento de 15 pontos", disse Netanyahu no início de uma reunião com ministros do gabinete. As forças armadas "não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas esteja desarmado... isso significa armamento pesado, armamento leve, todo o armamento."

"E estamos falando de um desarmamento genuíno, não de um desarmamento fictício", disse ele, observando que Israel está em negociações com os Estados Unidos sobre o plano.

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