'Não é suficiente', Carlos Sainz critica pausa curta no calendário da F1
Com 24 corridas no calendário, o calendário da Fórmula 1 pode ser fatigante para as equipes e pilotos que precisam viajar de um continente para o outro todas as semanas, com apenas duas pausas ao longo da temporada. Para Carlos Sainz, a pausa de inverno entre 2025 e 2025 não é suficiente, sendo um período curto demais para recuperar corpo e mente após um campeonato tão longo.
Devido ao novo regulamento, que altera o chassi e a unidade de potência, as equipes retornam à pista no fim de janeiro para um teste privado em Barcelona. Durante o fim de semana, todas as equipes terão uma oportunidade de testar os novos mecanismos dos carros antes do início oficial da pré-temporada em fevereiro.
O que parece boas notícias para as equipes e engenheiros, que terão mais tempo com o carro em pista para acumular dados e refinar os monopostos antes do campeonato começar, é, na verdade, o reflexo de um calendário de corridas cada vez mais extenso. Enquanto o tempo de trabalho aumenta, o de relaxamento desaparece.
Após a final em Abu Dhabi, os pilotos participaram de um teste da Pirelli ainda em dezembro. De forma que, apesar de a temporada ter sido encerrada, o trabalho continuou: "Temos um teste na terça. Eu considero importante, já que não existe mais muito tempo de testes. Então será essencial avaliar os pneus de 2026", explicou Sainz.
Depois dos testes de pneus, o piloto da Williams completou três dias no simulador. Na visão do atleta, a temporada mal termina e o trabalho para o próximo ano começa imediatamente: "Vou para casa, recupero e retorno quase no início de janeiro. No fim do mês, já estaremos testando o novo carro", resumiu.
O que outros pilotos acham sobre o calendário?
Em entrevistas passadas, Lewis Hamilton e Liam Lawson também comentaram sobre o impacto do calendário na sua saúde física e mental. O campeão britânico revelou que voltaria aos treinos antes do Natal, enquanto o novato afirmou que iniciaria o trabalho no começo do ano novo.
Para Carlos Sainz, a pressão física e mental para os pilotos é constante e o problema é evidente: "Não é suficiente para corpo e mente. Vamos ter algumas semanas de folga. Mas não é suficiente para o que o corpo e a mente precisam", disse.
"É igual para todos. Então vou aproveitar ao máximo para voltar mais forte", encerrou o piloto espanhol.
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