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Zelensky vê oportunidade de encontro com EUA e Rússia no próximo G20

Presidente citou 'chance para resultados concretos' com possível cúpula

24 set 2026 - 10h25
(atualizado às 10h43)
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Resumo
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vê na cúpula do G20 em Miami, marcada para dezembro, uma oportunidade para uma reunião trilateral com Estados Unidos e Rússia visando o fim da guerra. A proposta foi alinhada com Washington, e Donald Trump convidou formalmente Vladimir Putin. No entanto, a presença do líder russo é incerta devido ao mandado de prisão expedido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional em 2023, que vem limitando suas viagens internacionais.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acredita que a cúpula do G20, em dezembro, possa oferecer uma oportunidade para uma reunião trilateral entre seu país, os Estados Unidos e a Rússia. A declaração foi dada à imprensa na quarta-feira (23), após ele ter discursado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Zelensky durante discurso na ONU na quarta-feira
Zelensky durante discurso na ONU na quarta-feira
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O chefe de Estado ucraniano confirmou que discutiu com Washington a viabilidade do formato no âmbito do G20, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de dezembro em Miami, em território americano.

Para Zelensky, trata-se de uma das "melhores oportunidades" propostas pelos EUA em relação ao G20, já que uma reunião trilateral poderá trazer "resultados concretos" para o fim da guerra que dura mais de quatro anos.

Ontem, o governo de Donald Trump convidou formalmente o presidente russo, Vladimir Putin, para o evento. No entanto, a eventual presença do líder de Moscou ainda não foi confirmada.

Putin não tem participado das reuniões do G20, do qual a Rússia faz parte, assim como o Brasil, desde que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra ele, em 2023, por acusações relacionadas à deportação ilegal de crianças ucranianas.

Já a Ucrânia não é membro do bloco, que reúne líderes das principais economias do mundo para discutir temas de interesse internacional. 

Ansa - Brasil
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