UE prepara missão para treinar exército do Líbano
Projeto deve ser submetido aos Estados-membros no próximo dia 12
A União Europeia planeja formalizar uma missão de treinamento e consultoria para as Forças Armadas do Líbano a fim de reforçar o controle territorial e a segurança nas fronteiras. A iniciativa não pretende substituir a missão de paz da ONU (Unifil), que tem mandato até 2026 e cuja prorrogação é apoiada pelo bloco. A ação ocorre em meio a tensões entre Israel e o Hezbollah, após um acordo preliminar de desescalada que prevê a ida de tropas libanesas para o sul, apesar da oposição do grupo xiita.
A União Europeia terminou de preparar uma missão para treinar as Forças Armadas do Líbano e a submeterá aos 27 Estados-membros do bloco na próxima segunda-feira (12).
A iniciativa, segundo a alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, não pretende substituir a força de paz da ONU no país árabe, a Unifil, mas pode dar uma "contribuição crucial para a segurança" libanesa.
"Espero que os ministros das Relações Exteriores da União Europeia instituam formalmente a missão em 12 de outubro", declarou a estoniana durante uma visita oficial ao Líbano.
"A missão fornecerá consultoria e assistência às Forças Armadas e às forças de segurança interna libanesas, com o objetivo de fortalecer o controle territorial, a proteção das fronteiras e a segurança interna", acrescentou Kallas.
O mandato da Unifil, criada em 1978 e que conta atualmente com cerca de 7,5 mil soldados de quase 50 países, termina em 31 de dezembro de 2026, e a missão é alvo de críticas por não ter conseguido evitar recorrentes conflitos entre Israel e o grupo xiita Hezbollah.
O mais recente deles ocorreu na esteira da guerra no Irã e deflagrou uma ocupação militar israelense em parte do sul do Líbano.
No entanto, apesar das contestações, a UE e Beirute defendem que o mandato da força interina da ONU seja estendido para evitar um "vácuo" na segurança interna do país.
Enquanto isso, Israel e Líbano acertaram nos últimos meses um acordo preliminar que prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada gradual das tropas invasoras e o deslocamento das Forças Armadas da nação árabe para o sul, começando por três "zonas-piloto" que servirão de teste para a iniciativa.
O grupo xiita, no entanto, é contra as negociações.
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