Trump pede que Israel pare de bombardear Gaza após resposta do Hamas
Presidente norte-americano disse que o grupo terrorista estava ‘pronto para uma paz duradoura’
Trump pediu a Israel que cesse os bombardeios em Gaza, após declaração do Hamas sobre disposição para paz duradoura, enquanto um acordo está em negociação com mediação dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta sexta-feira, 3, que o Hamas está “pronto para uma paz duradoura” e pediu que Israel interrompa “imediatamente” os bombardeios. Segundo ele, caso seja fechado agora, o acordo pode resultar em um cessar-fogo em Gaza e em paz no Oriente Médio.
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“Com base na declaração recém-emitida pelo Hamas, acredito que eles estão prontos para uma paz duradoura. Israel deve interromper imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos resgatar os reféns com segurança e rapidez. Neste momento, é perigoso demais fazer isso. Já estamos discutindo detalhes a serem acertados. Não se trata apenas de Gaza, trata-se da paz há muito tempo almejada no Oriente Médio", escreveu Trump no Truth Social.
Mais cedo nesta sexta, o grupo havia informado, em comunicado, que concordava em libertar todos os reféns israelenses mantidos em Gaza, além dos corpos das vítimas que morreram após o início do conflito, em outubro de 2023. No entanto, destacou que ainda queria negociar outros pontos do acordo proposto por Trump.
Após as declarações do presidente norte-americano, o Hamas voltou a se pronunciar e disse considerar o pedido de interrupção dos bombardeios “encorajador”. Até o momento, Israel não fez nenhuma declaração pública sobre o andamento do acordo.
Qual é o ‘plano de paz’ para encerrar a guerra em Gaza
A proposta foi apresentada pela Casa Branca na segunda-feira, 20. Os principais pontos do documento, que já foi aceito por Israel, são:
- Tornar a Faixa de Gaza uma região livre de grupos armados;
- Integrantes do Hamas podem receber anistia apenas se entregarem suas armas e se comprometam em conviver de forma pacífica;
- Gaza passaria a ser governada por um comitê formado por palestinos tecnocratas e especialistas internacionais;
- O grupo iria atuar sob supervisão de um novo órgão chamado “Conselho da Paz”, que seria presidido por Trump;
- Liberdade para os prisioneiros palestinos detidos por Israel;
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que, caso o acordo não seja fechado, irá seguir com as ofensivas contra o território.
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