Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Trump diz que não está satisfeito com a última proposta do Irã para negociações

1 mai 2026 - 10h21
(atualizado às 15h31)
Compartilhar
Exibir comentários

O presidente dos ‌Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não está satisfeito com a última proposta iraniana para negociações sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que Teerã está pronto para a diplomacia se os EUA mudarem sua abordagem.

Os comentários de Trump foram feitos depois que a mídia estatal iraniana e uma autoridade paquistanesa disseram que o Irã apresentou sua última proposta para ⁠negociações, aumentando a expectativa de que um impasse nos esforços para acabar com a guerra pudesse ser quebrado.

"Eles querem ‌fazer um acordo, mas ... não estou satisfeito com ele", disse Trump a repórteres ao deixar a Casa Branca em uma viagem à Flórida, acrescentando que a liderança iraniana está "muito desarticulada" e dividida em dois ‌ou três grupos.

Trump elogiou os esforços de mediação do Paquistão, dizendo ‌que as negociações por telefone continuam.

"Eles fizeram avanços, mas não tenho certeza se chegarão lá", disse ⁠Trump. "Eles estão pedindo coisas com as quais não posso concordar".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que seu país está pronto para buscar a diplomacia se os Estados Unidos mudarem o que ele chamou de "abordagem excessiva, retórica ameaçadora e ações provocativas".

No entanto, Araqchi acrescentou em uma postagem em seu canal do Telegram que "as forças armadas do Irã permanecem prontas para defender o país contra qualquer ameaça".

PLANOS PARA NOVOS ‌ATAQUES

A guerra, que começou com os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, ‌causou a morte de milhares de ⁠pessoas, enquanto o fechamento do ⁠Estreito de Ormuz provocou uma enorme interrupção nos mercados de energia, bloqueando 20% da oferta de petróleo e gás ⁠do mundo.

O bloqueio do canal marítimo vital também aumentou as ‌preocupações sobre a possibilidade de uma ‌desaceleração econômica mais ampla. A Marinha dos EUA está bloqueando as exportações de petróleo bruto iraniano e, nesta sexta-feira, o Tesouro dos EUA informou aos transportadores que eles correm o risco de sofrer sanções se pagarem pedágio ao Irã para passar pelo Estreito.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de ⁠abril, mas as notícias de que Trump seria informado sobre os planos de novos ataques militares para obrigar o Irã a negociar elevaram os preços do petróleo a uma máxima de quatro anos em determinado momento na quinta-feira.

O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, ‌possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters, sob condição de anonimato.

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel no início da guerra, o Irã disparou contra bases e ⁠infraestrutura norte-americanas e empresas ligadas aos EUA no Golfo Pérsico, enquanto o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com ataques ao Líbano.

O governo Trump argumentou que o cessar-fogo com o Irã "encerrou" as hostilidades, já que um prazo legal chegou nesta sexta-feira para apresentar justificativas ao Congresso sobre a guerra.

Trump repetiu que não será permitido que o Irã tenha uma arma nuclear e que o preço da gasolina - uma preocupação importante para seu Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato em novembro - cairá drasticamente assim que a guerra terminar.

O Irã há muito tempo exige que os Estados Unidos reconheçam seu direito de enriquecer urânio, que Teerã diz buscar apenas para fins pacíficos, mas que as potências ocidentais dizem ter como objetivo a construção de armas nucleares.

Questionado sobre suas opções, Trump disse nesta sexta-feira: "Queremos ir e simplesmente explodir eles e acabar com eles para sempre? Ou queremos tentar fazer um acordo?"

Perguntado se ele queria acabar com eles, Trump disse: "Em termos humanos, prefiro que não."

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra