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Trump convida papa Leão XIV para 'Conselho de Paz'

Vaticano disse que a questão ainda está sob análise

21 jan 2026 - 12h50
(atualizado às 13h19)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o papa Leão XIV para integrar o controverso "Conselho de Paz" que vai supervisionar a gestão e a reconstrução da Faixa de Gaza, porém a questão ainda está sendo analisada pela Santa Sé.

Papa Leão XIV durante audiência geral no Vaticano
Papa Leão XIV durante audiência geral no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi revelada nesta quarta-feira (21) pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, em meio aos questionamentos sobre uma iniciativa que, para alguns críticos, mira esvaziar a ONU e criar uma espécie de nova governança global liderada pelo próprio Trump.

Em declarações à margem de um evento, Parolin disse que o presidente dos EUA "está pedindo a vários países que participem". "Nós também recebemos esse convite, o Papa recebeu o convite, e estamos vendo o que fazer, estamos aprofundando", acrescentou o secretário.

Segundo ele, a complexidade da questão "exigirá um pouco de tempo para uma resposta".

Trump convidou dezenas de líderes mundiais para o assim chamado Conselho de Paz, organismo que teria como objetivo supervisionar a gestão e a reconstrução de Gaza, porém que não se limitaria ao enclave palestino e poderia também atuar em outros locais de conflito.

A falta de clareza sobre seus objetivos e a abrangência de convidados levantou temores de que o republicano estaria tentando criar uma espécie de ONU paralela, dado que o presidente americano é crítico feroz das Nações Unidas e de suas instituições.

Segundo a Casa Branca, cerca de 35 países já aceitaram o convite, sobretudo aqueles alinhados a Trump, como Argentina, Israel e Hungria, porém ainda não há uma lista oficial.

França, Noruega e Suécia se recusaram a aderir à iniciativa, que também enfrenta resistência da Alemanha, enquanto Brasil, China e Rússia permanecem cautelosos. Trump teria mandato vitalício à frente do Conselho de Paz, e países que desejarem um assento permanente teriam de pagar uma cota de US$ 1 bilhão, recursos que seriam administrados pelo próprio republicano.

Ansa - Brasil
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