Trump confirma assinatura de acordo de cessar-fogo com Irã
Teerã disse que agora começa o momento da 'implementação'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na noite desta quarta-feira (17) que assinou o memorando de entendimento com o Irã durante um jantar no Palácio de Versalhes, na França, onde participou de uma celebração pelos 250 anos da independência americana.
"O memorando está assinado, acabei de firmá-lo em Versalhes", declarou Trump, segundo a agência Bloomberg. Antes disso, no domingo (14), o documento já havia sido assinado digitalmente pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e pelo chefe do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, segundo a Casa Branca.
O acordo preliminar, que estabelece um cessar-fogo imediato e permanente no Oriente Médio, foi negociado com a mediação do Paquistão e do Catar.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, afirmou que "o texto do memorando de Islamabad foi finalizado com as assinaturas dos presidentes" e que "agora é o momento de testar a implementação".
Baghai considerou que uma cerimônia de assinatura presencial "não tem mais sentido", já que o ato foi feito digitalmente, porém o Paquistão confirmou que realizará um evento oficial na Suíça, nesta sexta-feira (19).
Já a Rússia saudou o pacto e pediu que "todas as partes envolvidas no conflito" respeitem rigorosamente os termos para evitar uma "nova escalada perigosa" na região, incluindo no Líbano, em meio aos temores de que Israel mantenha os ataques contra o Hezbollah.
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, exibe acordo assinado com EUAO acordo entre Washington e Teerã consiste em 14 pontos, começando pela cessação imediata e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Além disso, as partes se comprometem a respeitar reciprocamente a soberania e a integridade territorial, a se abster de qualquer ingerência em assuntos internos e a negociar um pacto final dentro de um período máximo de 60 dias.
O texto também prevê a revogação do bloqueio naval dos EUA contra o Irã e a retirada das forças americanas das regiões circundantes em até 30 dias após a conclusão do entendimento definitivo.
Já o Irã adotará medidas para garantir que o tráfego de navios mercantis no Estreito de Ormuz retorne aos níveis anteriores à guerra.
Ainda está previsto que os Estados Unidos vão contribuir para a elaboração de um "plano de reabilitação e desenvolvimento" da República Islâmica, que garanta ao menos US$ 300 bilhões em financiamento.
De acordo com o texto, os EUA se empenham a levantar progressivamente as sanções contra o Irã, que, por sua vez, se compromete a não produzir armas nucleares.
Durante as negociações do pacto definitivo, o status quo será mantido: Teerã não vai alterar seu programa de energia atômica, e Washington não aplicará novas sanções nem aumentará a presença militar na região.
Já os fundos e bens iranianos congelados no Ocidente serão "desbloqueados e disponibilizados" conforme os "progressos nas negociações para um acordo final".
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