Trump afirma que nova proposta do Irã dificilmente será aceitável
Projeto encaminhado por Teerã é baseado em pelo menos 14 pontos, segundo a mídia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que analisará a nova proposta de 14 pontos apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas indicou que dificilmente a considerará aceitável.
"Em breve, analisarei o plano que o Irã acabou de nos enviar, mas não consigo imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos", escreveu o republicano em suas redes sociais.
De acordo com o portal americano Axios, o documento prevê um prazo de um mês para negociações sobre um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, com o objetivo de pôr fim ao bloqueio imposto pelos EUA e aos conflitos no Irã e no Líbano. O veículo acrescenta que as tratativas sobre um eventual acordo nuclear só começariam após a aprovação dessa proposta inicial.
A agência iraniana Tasnim, por sua vez, informou que o plano também inclui pontos como "garantias de não agressão", "retirada das forças militares dos EUA das áreas ao redor do Irã", "liberação de ativos iranianos congelados", "pagamento de indenizações" e "remoção de sanções".
Faltando seis meses para as eleições de meio de mandato, Trump enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião. Levantamentos realizados por Washington Post, ABC e Ipsos indicam que 66% dos americanos desaprovam sua condução da questão iraniana, enquanto 33% a aprovam.
O índice geral de aprovação do presidente está em 37%, abaixo dos 39% registrados em fevereiro, enquanto a taxa de desaprovação atinge 62%, o nível mais alto de seus dois mandatos.
Apesar disso, Trump já mencionou a "possibilidade" de retomar ataques contra o território iraniano, o que pode reduzir as chances de uma desescalada do conflito.
Segundo a emissora estatal Press TV, autoridades iranianas também se preparam para aprovar uma lei que restringiria o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. De acordo com o projeto, embarcações israelenses não teriam permissão para atravessar a via marítima, enquanto navios de países considerados "hostis" poderiam ser obrigados a pagar reparações de guerra para obter autorização de passagem. .
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.