Tribunal sul-coreano condena líder da Igreja da Unificação à prisão em caso de influência política
A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, de 83 anos, foi condenada pela Justiça sul-coreana a dois anos de prisão por suborno e violação da Lei de Financiamento Político. A decisão apontou que a instituição repassou verbas ilegais a políticos e itens de luxo à ex-primeira-dama Kim Keon Hee para obter influência no governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol. A defesa nega irregularidades e recorrerá da sentença, enquanto Han permanece em liberdade temporária devido a motivos de saúde.
Um tribunal sul-coreano condenou nesta segunda-feira a líder da Igreja da Unificação Han Hak-ja a uma pena total de dois anos de prisão por crimes de financiamento político e suborno relacionados a tentativas de obter influência junto ao governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol.
A Corte Distrital Central de Seul concluiu que Han, de 83 anos, esteve envolvida no fornecimento de dinheiro a políticos e de bens de luxo, incluindo bolsas da Chanel e um colar de diamantes, à ex-primeira-dama Kim Keon Hee, de acordo com a decisão.
Han, presidente da Federação das Famílias para a Paz Mundial e a Unificação, amplamente conhecida como Igreja da Unificação, foi indiciada em outubro de 2025 por uma equipe de promotores especiais que investigava alegações envolvendo Yoon e Kim.
O caso foi uma das várias investigações iniciadas depois que Yoon foi destituído do cargo, após sua declaração da lei marcial em dezembro de 2024.
Na segunda-feira, Han foi condenada a um ano de prisão por violar a Lei de Financiamento Político, inclusive por envolvimento no fornecimento de 100 milhões de won (US$72.934) a um deputado do partido então no poder antes da eleição presidencial de 2022.
O tribunal condenou Han a mais um ano de prisão por envolvimento na entrega de artigos de luxo à ex-primeira-dama Kim por meio de um intermediário, de acordo com a sentença.
"Os crimes foram cometidos para usar o poder financeiro da Igreja da Unificação a fim de apoiar um candidato favorável na 20ª eleição presidencial, vista como uma importante oportunidade para expandir a influência da igreja e, quando esse candidato fosse eleito, obter apoio para as políticas da igreja e garantir continuamente influência política", afirmou o juiz.
Han negou qualquer irregularidade, alegando que não tinha interesse em política e que seus subordinados agiram sem seu conhecimento.
A Federação da Família para a Paz Mundial e a Unificação disse que entraria com recurso, contestando as conclusões do tribunal.
"Consideramos impossível aceitar o julgamento do tribunal de que a presidente Han Hak-ja dirigiu os atos em questão ou reconheceu e aprovou sua finalidade ilegal", afirmou a igreja em comunicado.
Han, que foi levada ao tribunal em uma cadeira de rodas, não está detida no momento, pois seus advogados conseguiram uma suspensão da detenção por motivos de saúde, que expira na quarta-feira.
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