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Soldados assumem posições em ruas do Zimbábue; partido governista acusa chefe militar de traição

14 nov 2017
21h12
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O partido governista do Zimbábue acusou o chefe das forças armadas de traição nesta terça-feira, conforme tropas assumiram posições ao redor da capital em um aumento de uma disputa com o presidente Robert Mugabe, de 93 anos, sobre sucessão política.

Soldados perto de veículos militares nos arredores de Harare, no Zimbábue
 14/11/2017     REUTERS/Philimon Bulawayo
Soldados perto de veículos militares nos arredores de Harare, no Zimbábue 14/11/2017 REUTERS/Philimon Bulawayo
Foto: Reuters

Somente 24 horas após o chefe-general militar Constantino Chiwenga ameaçar intervir para acabar com um expurgo no partido governista, um repórter da Reuters viu seis veículos blindados em importantes vias nos arredores da capital.

    Soldados agressivos direcionando o tráfego disseram para carros que passavam continuarem seguindo em frente pela escuridão.

"Não tente nada engraçado. Vá", disse um soldado na Harare Drive.

A presença de tropas, incluindo a movimentação de ao menos seis veículos blindados a partir de um quartel a noroeste de Harare, despertou rumores de golpe contra Mugabe, embora não haja evidência que sugira que o líder do Zimbábue pelos últimos 37 anos tenha sido derrubado.

    O principal assunto de um boletim de notícias vespertino da emissora estatal ZBC era uma manifestação anti-Exército feita pela ala jovem do partido de Mugabe, Zanu-PF.

    O país do sul da África tem estado inquieto desde segunda-feira, quando Chiwenga, comandante das Forças de Defesa do Zimbábue, disse estar preparado para "interferir" para acabar com um expurgo de apoiadores de um vice-presidente demitido.

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