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Seul pede indenização à igreja que disseminou covid-19

Reverendo se recusou a fornecer lista completa de congregados para rastreamento de casos; igreja se tornou o maior cluster de covid-19

18 set 2020
07h51
atualizado às 07h52
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SEUL - O governo de Seul, capital da Coreia do Sul, anunciou nesta sexta-feira, 18, que vai processar e pedir indenização de US$ 4 milhões de dólares a uma igreja da cidade por ter causado o aumento da disseminação do novo coronavírus ao impedir a realização de testes e rastreamento de seus congregados.

Seul pede indenização de US$ 4 milhões à igreja que virou centro de surto do novo coronavírus
Seul pede indenização de US$ 4 milhões à igreja que virou centro de surto do novo coronavírus
Foto: Reuters

Uma nova onda de infecções surgiu em uma igreja cujos membros participaram de um grande protesto no centro de Seul em agosto. A igreja se tornou o maior cluster de casos de covid-19 da região metropolitana da capital sul-coreana.

O surto levou a registros diários de centenas de novos casos. O governo de Seul disse que vai processar o líder da igreja Sarang Jeil, o reverendo Jun Kwang-hoon, por impedir a realização de testes para o vírus e por fornecer uma lista incompleta dos membros da congregação, atos que teriam agravado a epidemia no país.

"A cidade busca responsabilizar a igreja e o reverendo por contribuirem para uma nova disseminação de coronavírus ao se recusarem a responder às pesquisas epidemiológicas e enviarem materiais falsos para as autoridades", disse o governo em um comunicado.

A igreja não se pronunciou sobre o caso. O reverendo Jun, crítico ferrenho do governo, foi preso em 15 de agosto por participar de um protesto e descumprir as condições de fiança de outra passagem pela prisão.

O novo surto causou prejuízos de mais de US$ 11 milhões ao governo. O Serviço Nacional de Seguros de Saúde também disse que vai pedir indenização de US$ 4,7 milhões à igreja.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia registrou 126 novos casos de covid-19 até esta quinta-feira, 17, elevando o total de infecções para 22.783, com 377 óbitos.

Os números começaram a cair após o governo impor medidas de distanciamento social sem precedentes no final de agosto.

As autoridades continuam em alerta pela proximidade de um feriado na semana que vem, quando milhares de coreanos costumam viajar ao redor do país. "O período de feriado vai ser um momento essencial na nossa campanha anti-coronavírus", disse o diretor-geral de saúde pública da Coreia do Sul, Yoon Tae-ho.

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