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Salvini defende joalheiro condenado por matar bandidos, mas nega pressão por indulto

Mario Roggero, de 72 anos, reagiu após ter loja roubada em 2021

18 jul 2026 - 10h11
(atualizado às 10h21)
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O vice-premiê e ministro da Infraestrutura da Itália, Matteo Salvini, negou que esteja pressionando o presidente do país, Sergio Mattarella, a conceder um indulto a um joalheiro condenado a 14 anos e nove meses de prisão por matar dois assaltantes e ferir um terceiro após um roubo em sua loja, em 2021.

Mario Roggero, de 72 anos, reagiu após ter loja roubada em 2021
Mario Roggero, de 72 anos, reagiu após ter loja roubada em 2021
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O líder do partido Liga conversou brevemente com a imprensa após visitar Mario Roggero por cerca de uma hora e meia na prisão de Bollate, na região de Milão.

"Roggero está bem. Não estamos pressionando ninguém e não há ataques dirigidos a ninguém. Sua esposa solicitou um perdão, e ela agiu corretamente; estou convencido de que o presidente da República irá analisá-lo livremente, da maneira e no momento que escolher", disse Salvini.

O político declarou que os dois trocaram um longo abraço no início e no fim da visita, além de mencionar que Roggero fez questão de dizer "que está em paz".

"Quero dizer à esposa e às filhas dele: ele está em boas mãos, então está comendo, bebendo e dormindo. Ele certamente acredita ser vítima de uma injustiça e de uma pena excessiva, e eu acredito que ele tem razão", acrescentou o vice-premiê.

Quanto à possibilidade da concessão de um indulto presidencial ao joalheiro, seu advogado, Stefano Marcolini, expressou otimismo, mas também observou que o processo levaria muito tempo.

"Sim, mas temos de reconhecer que o prazo para uma análise presidencial não é curto, acredito eu. Um pedido de perdão é uma perspectiva interessante, mas é uma questão de médio prazo", avaliou.

O processo para um possível indulto foi encaminhado à Procuradoria-Geral junto ao Tribunal de Apelações de Turim, que ficará encarregada de reunir toda a documentação necessária, incluindo os pareceres do Tribunal de Vigilância e o histórico judicial do condenado. .

Ansa - Brasil
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