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Rede elétrica de Cuba sofre colapso parcial em meio a protestos

14 mai 2026 - 15h05
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A rede elétrica ‌de Cuba sofreu um colapso parcial no início da manhã desta quinta-feira, informou a operadora de rede do país, a UNE, cortando a energia em todo o leste de Cuba e testando a paciência dos cubanos, já exaustos pelos apagões aparentemente intermináveis em meio a ⁠um bloqueio de combustível dos Estados Unidos.

No meio da manhã, as ‌autoridades haviam restaurado a energia para alguns serviços essenciais na região, informou a operadora da rede, embora grande parte de ‌Cuba a leste de Camagüey, incluindo a segunda ‌maior cidade da ilha, Santiago de Cuba, continuasse praticamente ⁠sem eletricidade.

A ilha caribenha de quase 10 milhões de habitantes chegou a um ponto crítico este mês, à medida que o calor do verão se instala e a grande maioria — inclusive na capital Havana — agora sofre com a falta de eletricidade por 20 horas ou mais por dia.

Os ‌apagões pioraram drasticamente a partir de janeiro, depois que o presidente dos ‌EUA, Donald Trump, ⁠ameaçou impor tarifas ⁠a qualquer nação que fornecesse combustível à ilha. A Venezuela e o ⁠México, que já foram os ‌principais fornecedores de petróleo do ‌país, cortaram as remessas desde então.

Trump previu que Cuba entraria em "colapso" e disse que quer derrubar o atual governo comunista.

O ministro de Minas e Energia de Cuba disse na ⁠quarta-feira que a ilha havia ficado completamente sem óleo combustível e diesel, ambos essenciais para alimentar a rede elétrica da ilha, e culpou o bloqueio dos EUA pelos apagões.

Protestos generalizados eclodiram em Havana na noite ‌de quarta-feira, quando os cortes de energia em algumas partes da cidade se estenderam por 24 horas ou mais, ameaçando estragar ⁠as reservas de alimentos congelados e tornando o sono praticamente impossível para muitos moradores.

"O país não tem combustível e isso não é mentira", disse Rodolfo Aragón, um pequeno empresário de 55 anos que disse que via pouca esperança para o futuro em meio ao conflito de Cuba com os EUA. "Nossa economia chegou ao fundo do poço."

A Organização das Nações Unidas considerou na semana passada o bloqueio de combustível imposto por Trump ilegal, afirmando que ele obstruiu o "direito do povo cubano ao desenvolvimento, minando seus direitos à alimentação, educação, saúde, água e saneamento".

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