Putin afirma que Grupo Wagner teria sido destruído de qualquer maneira
O motim que se dirigia até Moscou recuou após acordo com o governo russo
Após sofrer ameaças do Grupo Wagner, o presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta segunda-feira, 26, que o motim do grupo seria destruído de qualquer maneira. Comandado por Yevgeny Prigozhin, o grupo paramilitar privado havia se rebelado contra o governo russo no sábado, 24.
A marcha feita pelo grupo em direção a Moscou havia sido abortada após negociação com o governo russo antes do pronunciamento de Putin. Prigozhin, que foi aliado do presidente há mais de 20 anos, ressaltou que o ataque não tinha como intuito derrubar o governo.
Durante o seu pronunciamento, o presidente disse que nenhuma chantagem teria resultados, pois desde o início havia grandes esforços para neutralizar o motim armado. Putin agradeceu ainda aos militares e comandantes que não aderiram ao ataque.
O conflito entre Prigozhin e os militares da Rússia teve início há alguns meses, quando Prigozhin acusou o Ministério da Defesa de não fornecer munição ao Grupo Wagner, culpando-os pelas mortes dos seus homens.
Dada essa acusação, os paramilitares tomaram a cidade de Rostov-on-Don e foram em direção a Moscou. Prigozhin afirmou que essa ida tinha como objetivo confrontar o Ministério da Defesa do país.
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