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Programa Mundial de Alimentos alerta que Líbano enfrenta crise de segurança alimentar por guerra

10 abr 2026 - 10h02
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O ‌Líbano está enfrentando uma crise de segurança alimentar devido à ofensiva de Israel contra o grupo militante Hezbollah que interrompeu o fornecimento de produtos e elevou os preços, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações ⁠Unidas na sexta-feira.

Um frágil cessar-fogo de dois dias interrompeu ‌a campanha de ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, mas até agora não ‌acalmou a situação no Líbano, onde ‌Israel começou a bombardear o país, especialmente o ⁠sul, em 2 de março, depois que o Hezbollah disparou contra ele em apoio ao seu patrono, o Irã.

"O que estamos testemunhando não é apenas uma crise de deslocamento, mas está se tornando rapidamente uma crise ‌de segurança alimentar", disse a diretora nacional do Programa ‌Mundial de Alimentos, ⁠Allison Oman, ⁠falando por meio de um link de vídeo de Beirute.

Ela alertou ⁠que os alimentos estavam ‌se tornando cada vez ‌mais inacessíveis devido ao aumento dos preços e da demanda entre as famílias deslocadas.

O Ministério da Economia e do Comércio do Líbano disse em um ⁠comunicado que os estoques de alimentos do Líbano em nível nacional são suficientes para três a quatro meses, e as cadeias de suprimentos e as operações de importação e exportação ‌estão funcionando normalmente nos portos e nas passagens terrestres.

No entanto, o preço dos vegetais subiu mais de 20% ⁠e os preços do pão aumentaram 17% desde 2 de março, disse o PMA.

"O que estamos vendo agora é uma combinação muito preocupante: os preços estão subindo, a renda está prejudicada e a demanda está aumentando à medida que o deslocamento continua para muitas famílias", afirmou Oman.

O Líbano enfrenta uma crise de duas camadas, na qual alguns mercados entraram em colapso total -- especialmente no sul, onde mais de 80% dos mercados não estão mais funcionando -- enquanto os de Beirute estão sob crescente pressão, segundo Oman.

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