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Preso em Israel, Thiago Ávila fala em tarefa histórica e denuncia 'genocídio infantil'

Ativista brasileiro de flotilha escreveu carta comovente à filha Teresa

4 mai 2026 - 15h29
(atualizado às 15h46)
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Detido em Israel após a interceptação da Flotilha Global Sumud no fim de abril, o ativista brasileiro Thiago Ávila enviou uma carta comovente à filha na qual denuncia que "um milhão de crianças sofrem genocídio" e são "amputadas sem anestesia" na guerra.

No texto, ditado a seu advogado na prisão de Shikma e posteriormente divulgado nas redes sociais pela porta-voz da iniciativa, Elena Delia, ele afirma que sua ausência é motivada por uma "tarefa histórica".

"Querida Teresa, sinto muito por não estar em casa com você agora. Infelizmente, seu pai, sua mãe e tantas pessoas ao redor do mundo, compreenderam a tarefa histórica que temos a responsabilidade de cumprir", afirmou.

Ávila foi detido depois que autoridades israelenses abordaram 22 embarcações da flotilha na noite de 29 de abril, nas proximidades da ilha de Creta, em águas internacionais.

"Espero que um dia você entenda que, justamente por eu te amar tanto, não havia nada mais perigoso para você e outras crianças do que viver em um mundo que aceita o genocídio", acrescentou.

Na mensagem, ele pede compreensão pela ausência e amplia o apelo para além de sua realidade pessoal: "Tenho certeza de que você sente muita saudade de mim, e todos os pais e mães de crianças palestinas também sentem muita saudade delas e dariam tudo para viver uma vida de amor, felicidade e alegria, que todo ser humano merece, independentemente de raça, religião, etnia ou qualquer outra característica".

Na correspondência, Ávila também destaca que o mundo de Teresa "será mais seguro porque muitos pais decidiram dar tudo para construir um mundo melhor" e faz referência a líderes políticos internacionais.

"Quando você crescer, sua mãe lhe contará que seu pai foi um revolucionário e que, mesmo diante das pessoas mais terríveis do mundo ? Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Itamar Ben-Gvir ? ele permaneceu firme em sua crença na construção de um mundo melhor." Por fim, o ativista deixa uma mensagem direta à filha: "Por favor, não se esqueça da Palestina". 

Ansa - Brasil
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