Presidente do Irã afirma que é melhor 'encerrar guerra em posição de força'
Pezeshkian destacou ainda 'violação das regras' pelos Estados Unidos
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país deve encerrar a guerra contra os EUA em posição de força e vitória, defendendo o memorando de junho como favorável a Teerã. As negociações, autorizadas pelo líder supremo Mojtaba Khamenei, estão paralisadas em meio a novas tensões. Em resposta, Donald Trump anunciou uma dura guerra econômica contra o Irã. O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos de EUA e Israel a Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta sexta-feira (21) que o melhor é "encerrar a guerra" contra os Estados Unidos "hoje, em uma posição de força". A declaração foi dada durante a 31ª Assembleia Geral da Associação Islâmica da Sociedade Médica Iraniana.
"É melhor encerrar a guerra hoje, enquanto estamos em uma posição de força e dignidade, e o mundo inteiro reconhece a nossa vitória", declarou Pezeshkian, citado pela agência Isna.
O chefe de governo iraniano frisou, na sequência, que é de conhecimento mundial que "os EUA, violando todas as regras, atacaram nossas escolas, hospitais e infraestruturas, sendo odiados em todo o globo".
Pezeshkian também defendeu o memorando de entendimento acordado com os EUA em junho para encerrar o conflito, afirmando que o tratado não representa uma derrota para Teerã.
"Eles [EUA] não conseguem encontrar sequer uma cláusula neste acordo que indique capitulação. Todos os compromissos dizem respeito ao outro lado", disse.
Em meados de junho, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, autorizou o memorando de entendimento com os EUA, mas não houve avanços nas negociações desde então. No momento, as discussões seguem paralisadas, com ambos os lados do conflito renovando ameaças.
Ontem, o governo de Donald Trump anunciou uma "guerra econômica" contra Teerã. "Anuncio a operação econômica mais devastadora já realizada contra um país. Trata-se de uma guerra econômica e de um isolamento sem precedentes", escreveu o mandatário americano no Truth.
"Ninguém ofereceu à República Islâmica do Irã uma oportunidade melhor do que eu para chegar a um acordo, que eles não a aproveitaram", concluiu. A guerra em curso teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram Teerã, matando seu líder supremo, Ali Khamenei.
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