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Novo ataque atinge aeroporto na Arábia Saudita um dia após bombardeio deixar 13 mortos

Autoridades sauditas prolongaram o fechamento do aeroporto em meio à escalada dos confrontos com os rebeldes houthis

11 out 2026 - 16h18
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Arábia Saudita confirmou ataque a aeroporto de Riad no sábado, 10, que deixou feridos e suspendeu voos
Arábia Saudita confirmou ataque a aeroporto de Riad no sábado, 10, que deixou feridos e suspendeu voos
Foto: Reprodução / X

Um projétil atingiu um terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, neste domingo, 11, um dia após um ataque com mísseis atribuído ao grupo rebelde iemenita Houthi, apoiado pelo Irã, deixar mortos e centenas de feridos. As informações são do jornal The Guardian.

Segundo as autoridades sauditas, o projétil, cuja origem não foi identificada, atingiu o terminal 4 do aeroporto, provocando um incêndio e deixando feridos. As defesas aéreas também interceptaram um míssil de cruzeiro nas proximidades do local. O episódio é o mais recente de uma série de ataques contra o aeroporto na última semana.

Após os ataques, as autoridades sauditas prolongaram o fechamento do aeroporto e anunciaram que as aulas seriam realizadas remotamente até quinta-feira, 15.

A escalada da violência aumenta o risco de que outros países sejam arrastados para o conflito no Iêmen e amplia as consequências regionais da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que já se estendeu ao Líbano e ao Iraque.

Trump avalia participação dos EUA

Após o ataque de sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avalia a possibilidade de envolver as forças americanas diretamente na campanha militar saudita contra os houthis. Questionado por jornalistas, declarou: "Vamos analisar a situação".

Trump também disse que conversaria com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, na noite de sábado, após o ataque ao aeroporto.

Os houthis reivindicaram a autoria de diversos ataques contra o aeroporto de Riade, incluindo o de sábado, que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos, segundo informações divulgadas sobre o episódio. O ataque foi apontado como o mais letal contra um país do Golfo desde o início da guerra com o Irã, em março, e representa uma aparente intensificação do conflito entre os rebeldes, a Arábia Saudita e o governo iemenita apoiado por Riad.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram passageiros caminhando entre os destroços do aeroporto de Riade enquanto sirenes soavam. Entre as vítimas fatais do ataque de sábado estavam quatro cidadãos sauditas, dois de Bangladesh, um palestino, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio e um sudanês.

Na noite de sábado, o porta-voz da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, major-general Turki al-Maliki, afirmou que o grupo "responderia com firmeza" ao ataque, sem fornecer outros detalhes sobre as medidas que poderiam ser adotadas.

Uma eventual entrada dos Estados Unidos no conflito poderia levar os rebeldes a retomar ataques contra embarcações que atravessam o estreito de Bab al-Mandab, rota estratégica por onde passa cerca de 10% das mercadorias transportadas por via marítima no mundo. A possibilidade surge em um momento de crescente insatisfação dos americanos com a guerra contra o Irã.

Trump também enfrenta as eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro, em meio à impopularidade do conflito e à alta dos preços no país, fatores que podem prejudicar o desempenho de seu partido nas urnas.

Houthis ameaçam intensificar ataques

Os houthis afirmaram neste domingo que a Arábia Saudita realizou um ataque aéreo contra Sana'a, capital do Iêmen controlada pelos rebeldes. Segundo o grupo, uma casa foi atingida, uma criança morreu e outras seis pessoas ficaram feridas.

Em comunicado divulgado na rede social X, os rebeldes intensificaram as ameaças contra a aviação saudita e recomendaram que companhias aéreas, funcionários e passageiros evitassem os aeroportos e o espaço aéreo do país.

“Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram um teatro de operações para nossas forças”, disseram os houthis.

O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, controlado pelos rebeldes, também advertiu que novas ações militares sauditas provocariam uma resposta mais intensa. Em declarações transmitidas pela emissora Al Masirah, ligada ao grupo, o ministério afirmou que suas ações seriam orientadas pelo princípio da reciprocidade.

"A menos que o inimigo saudita cesse sua agressão e interferência no Iêmen, o pior ainda está por vir, se Deus quiser", afirmou o órgão.

Fonte: Portal Terra
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