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Presidente da Ucrânia nomeia líder de igreja ortodoxa no país

15 dez 2018
17h21
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A Ucrânia escolheu o líder de uma nova igreja ortodoxa nacional neste sábado, marcando uma divisão histórica da Rússia, que seus líderes consideram vital para segurança e independência do país.

O presidente Petro Poroshenko disse que o metropolitano Epifaniy, de 39 anos, da Igreja do Patriarcado de Kiev foi nomeado chefe da igreja por um conselho, comparando a mudança ao referendo da Ucrânia à independência da União Soviética em 1991.

"Este dia entrará na história como um dia sagrado ... o dia da independência final da Rússia", disse Poroshenko a milhares de partidários, que gritavam "glória, glória e glória".

"E a Ucrânia não beberá mais, nas palavras de Taras Shevchenko, o veneno de Moscou da taça de Moscou", disse ele, citando o poeta nacional do país.

As relações entre a Ucrânia e a Rússia entraram em colapso após a tomada da Crimeia por Moscou em 2014. A Ucrânia impôs a lei marcial em novembro, citando a ameaça de uma invasão em larga escala após a Rússia capturaru três de seus navios no Estreito de Kerch.

A Igreja Ortodoxa Ucraniana é submissa a Moscou há séculos, e os líderes da Ucrânia vêem a independência da Igreja como vital para enfrentar a intromissão russa.

Kiev diz que igrejas apoiadas por Moscou em seu território são uma ferramenta do Kremlin para espalhar propaganda e apoiar os combatentes na região oriental, conflito que já matou mais de 10 mil pessoas. As igrejas negam fortemente isso.

Epifaniy foi escolhido por um conselho na Catedral de Santa Sofia em Kiev, construído pelo filho do príncipe Volodymyr cujo batismo em 988 levou à disseminação do cristianismo na região.

A nova igreja pode impulsionar o líder pró-Ocidente, que fez forte pressão por sua criação e enfrenta uma corrida eleitoral apertada em março.

"É uma igreja sem uma oração pelo poder russo e pelo exército russo que mata os ucranianos", disse Poroshenko à multidão após o anúncio.

A Rússia se opõe amargamente à divisão, comparando-a ao Grande Cisma de 1054 que dividiu o cristianismo ocidental e oriental. O patriarca ortodoxo russo Kirill fez um último apelo esta semana contra o processo.

No sábado, a igreja russa chamou o conselho de fracasso porque apenas dois membros da igreja que ele apoia na Ucrânia compareceram à reunião, segundo notícias da Interfax.

O porta-voz do Metropolita Hilarion disse que o plano "de persuadir a igreja canônica ucraniana a participar da criação da nova estrutura fracassou ... com a exceção de dois traidores".

A Ucrânia ganhou a aprovação para a nova igreja em outubro do Patriarcado Ecumênico de Istambul, sede do líder espiritual global dos cristãos ortodoxos.

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