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Preocupados com 2º turno no Brasil, parlamentares italianos pedem voto para Lula

Líderes de centro-esquerda lembraram sanções dos EUA e tentativa de golpe de Estado

15 out 2026 - 11h04
(atualizado às 11h22)
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Resumo
Lideranças da centro-esquerda italiana divulgaram nota conjunta pedindo votos para a reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno. Os parlamentares manifestaram preocupação com o clima eleitoral e denunciaram tentativas de interferência externa, como sanções e ações dos Estados Unidos. Ao defender a soberania do Brasil, a coalizão exaltou o papel de Lula no combate à fome, na proteção da Amazônia e na defesa da democracia contra ameaças golpistas, apelando ao eleitorado.

As lideranças da coligação italiana de centro-esquerda Partido Democrático (PD), Movimento 5 Estrelas (M5S) e Aliança Verde e de Esquerda (AVS) demonstraram preocupação perante o segundo turno eleitoral no Brasil, marcado para 25 de outubro. Em nota conjunta publicada nesta quinta-feira (15), Angelo Bonelli, Giuseppe Conte, Nicola Fratoianni e Elly Schlein exortaram que os eleitores brasileiros reelejam o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o cargo com Flávio Bolsonaro (PL).

No Rio de Janeiro, estudantes exibem faixas a favor de Lula
No Rio de Janeiro, estudantes exibem faixas a favor de Lula
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Expressamos profunda preocupação com o clima em que esta campanha está ocorrendo", disseram os líderes da "Ampla Coalizão", que lembraram que o governo do americano Donald Trump prorrogou, em 28 de julho, por mais um ano, a Ordem Executiva 14323, de 30 de julho de 2025, referente a sobretaxas adicionais contra produtos brasileiros.

"O raciocínio [dos EUA] é que as decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro, que tem sido acusado de censura e de prender indivíduos por suas opiniões, representariam uma ameaça 'incomum e extraordinária' à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", argumentaram os parlamentares italianos, antes de prosseguir: "Ao sustentar isso, esquece-se de que houve uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, um episódio confirmado e condenado pelo Poder Judiciário", em referência aos atos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato do PL.

Os parlamentares italianos também citaram outros episódios recentes de tentativa de interferência nas questões nacionais, como "as tarifas punitivas, o envio de autoridades do Departamento de Estado [americano] ao Brasil para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral" e o "bloqueio repentino e sem justificativa da página de Lula no Facebook".

"Essas são formas de interferência que condenamos veementemente: apenas o povo brasileiro deve decidir o destino do Brasil", frisaram.

A nota da coalização italiana também destaca Lula como uma "figura fundamental no Brasil na adoção de medidas para combater a fome e defender a Amazônia", já que ele "desempenhou um papel de destaque na cooperação internacional e na justiça social".

"Essas conquistas estão, agora, em risco", pontuaram, antes de apelar aos "brasileiros que vivem na Itália, à comunidade ítalo-brasileira e a todo o povo brasileiro".

"Esperamos que o povo brasileiro renove sua confiança no presidente Lula, permitindo que ele continue seu importante trabalho para melhorar a vida das pessoas e combater a desigualdade e a pobreza. Defender a democracia brasileira significa defender a democracia para todos", concluíram os líderes do PV, M5S, e AVS. 

Ansa - Brasil
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