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Preços mundiais dos alimentos atingem maior nível em 3 anos em julho, diz FAO

7 ago 2026 - 09h11
(atualizado às 09h27)
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Os preços mundiais dos alimentos subiram ‌em julho para o nível mais alto em mais de três anos, à medida que condições climáticas adversas e a escalada da guerra no Golfo e no Mar Negro impulsionaram os mercados de commodities agrícolas, informou nesta sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a ⁠Agricultura (FAO).

• O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as ‌variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou média de 131,1 pontos em julho, acima dos 130,3 pontos de junho, ‌e atingiu o maior nível desde janeiro ‌de 2023.

• O economista-chefe da FAO disse à Reuters nesta ⁠semana que o mundo enfrenta mais uma onda de inflação alimentar, já que as guerras no Irã e na Ucrânia, somadas ao El Niño, criam uma tempestade perfeita de custos mais altos e rendimentos agrícolas mais baixos.

• Um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior no índice ‌de preços de cereais da FAO impulsionou a tendência de julho, alimentada, ‌por sua vez, por ⁠um salto de ⁠5,8% nos preços do trigo, informou a agência.

• Os mercados de trigo foram afetados ⁠por preocupações com interrupções nas exportações ‌do Mar Negro e ‌danos causados pelo calor às safras em regiões produtoras importantes, informou a agência. [GRA/]

• O índice de óleos vegetais da FAO subiu 2%, atingindo o nível mais alto desde junho de 2022.

• Os preços ⁠mais altos do petróleo bruto, em meio à escalada da guerra no Irã e à forte demanda por biodiesel, sustentaram os preços do óleo de palma e de soja, embora os preços do óleo de colza e de girassol tenham recuado.

• ‌Os preços do açúcar subiram 5,6% devido a preocupações climáticas na Europa e na Ásia e às expectativas de uma demanda mais forte ⁠por etanol no Brasil.

• Em contrapartida, os preços da carne caíram 2,8% em relação à alta recorde registrada em junho, informou a FAO.

• Os preços das carnes de aves, suínos e bovinos caíram, embora os preços da carne ovina tenham atingido um recorde em meio à escassez de oferta para exportação na Oceania. Os preços dos laticínios caíram 0,7%.

• O índice geral de preços de alimentos da FAO para julho ficou ligeiramente acima da máxima dos últimos três anos, registrada em abril.

• A leitura mais recente ficou, no entanto, 18,2% abaixo do pico registrado em março de 2022, que se seguiu à invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

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