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Papa pede que conflitos sejam resolvidos por 'seres humanos, não por bestas'

Leão XIV fez apelo por paz durante abertura de Consistório Extraordinário

26 jun 2026 - 08h45
(atualizado às 09h25)
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O papa Leão XIV voltou a fazer um forte apelo à paz nesta sexta-feira (26), no Vaticano, ao afirmar que os conflitos podem ser resolvidos "por seres humanos, e não por bestas".

Papa celebrou missa na Basílica de São Pedro
Papa celebrou missa na Basílica de São Pedro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi dada durante a homilia da missa celebrada na Basílica de São Pedro, marcando a abertura oficial do Consistório Extraordinário, cuja primeira sessão de trabalho com cardeais é dedicada à análise da situação internacional.

"A guerra nunca é digna do homem, nem jamais é abençoada por Deus, pois o Criador nos dotou de inteligência e vontade para resolver conflitos como seres humanos, e não como bestas - ainda que bestas equipadas com armas hipertecnológicas", alertou.

O Papa também ressaltou que "a unidade da família humana precede os povos e Estados individuais", classificando esse princípio como uma exigência ética, e não apenas um dado biológico.

Após a celebração, na abertura da sessão de trabalho na Sala Paulo VI, Leão XIV dirigiu-se aos cardeais e observou que muitos deles vêm de regiões marcadas por guerras, violência e polarização social ou religiosa. Ainda assim, afirmou que nenhum membro da Igreja está distante das diversas formas de conflito, opressão e divisão presentes no mundo contemporâneo.

"Por isso, o discernimento que somos chamados a realizar diz respeito a todos e desafia a missão da Igreja em qualquer contexto", enfatizou.

Durante o encontro, Robert Prevost destacou ainda que sua encíclica "Magnifica Humanitas" oferece importantes elementos para compreender os desafios atuais e afirmou que um documento pontifício "continua a sua caminhada quando é acolhido, interpretado e concretizado na vida real das Igrejas".

Ao longo dos dois dias de Consistório, os cardeais aprofundarão a reflexão sobre a contribuição da Igreja para a construção do bem comum, diante do avanço da fragmentação social e da prevalência de interesses particulares.

O Pontífice recordou que a doutrina social da Igreja ensina que o bem comum "não surge espontaneamente, mas exige responsabilidade compartilhada".

Outro tema central da reunião será o processo de implementação do Sínodo. Para Leão XIV, a sinodalidade representa um caminho baseado na escuta, no discernimento e na corresponsabilidade pelas decisões da Igreja.

"A sinodalidade não é, primordialmente, um conjunto de procedimentos. Como já disse muitas vezes, é uma atitude, uma abertura, uma disposição para compreender", concluiu. 

Ansa - Brasil
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