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Papa pede proteção a inocentes e chama situação em Ormuz de 'caótica'

Leão XIV reiterou necessidade de promover 'uma cultura de paz'

23 abr 2026 - 15h27
(atualizado às 15h36)
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O papa Leão XIV, que retorna de uma longa viagem ao continente africano, destacou nesta quinta-feira (23) a importância de proteger pessoas inocentes em guerras e afirmou que a situação no Estreito de Ormuz é "caótica".

Leão XIV reiterou necessidade de promover 'uma cultura de paz'
Leão XIV reiterou necessidade de promover 'uma cultura de paz'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em coletiva de imprensa a bordo do avião papal, o líder da Igreja Católica declarou que não pode ser a favor de conflitos e reiterou a necessidade de promover "uma cultura de paz", afirmando que a resposta às divergências não pode ser "entrar com violência e atacar".

"Não se trata de saber se um regime vai ou não mudar, mas é muito importante que as pessoas inocentes sejam protegidas. Como pastor, não posso ser a favor da guerra", disse o pontífice americano.

Robert Francis Prevost também mencionou que a questão da reabertura do Estreito de Ormuz está confusa, já que "um dia os Estados Unidos dizem não e o Irã diz sim, e depois o contrário".

O Papa ainda incentivou os países envolvidos na guerra no Oriente Médio a seguirem o caminho do diálogo.

"Não sabemos quem criou essa situação caótica, crítica para a economia mundial, mas há toda uma população de inocentes no Irã sofrendo com essa guerra. Gostaria de encorajar a continuidade do diálogo de paz e que as partes envolvidas façam todos os esforços para promovê-la", afirmou.

O religioso revelou que carrega consigo a foto de uma criança muçulmana que, durante sua visita ao Líbano, o aguardava com uma mensagem de boas-vindas. No entanto, a jovem da imagem foi morta na fase mais recente do conflito.

Em resposta a jornalistas que pediram um comentário sobre as recentes execuções em Teerã, Leão XIV disse acreditar que a "vida humana deve ser respeitada e protegida desde a concepção até a morte natural". "Quando um regime tira a vida de uma pessoa, é algo que obviamente condeno", acrescentou.

Por fim, Prevost comentou que a Santa Sé dialoga com todos para promover o bem comum, inclusive com regimes autoritários, tendo em vista que se encontrou durante sua viagem à África com dois líderes que estão no poder há mais de 40 anos.

"A presença de um Papa com qualquer chefe de Estado pode ser interpretada de diferentes maneiras. Temos a oportunidade de dialogar com eles em nível diplomático. Nem sempre fazemos grandes proclamações, críticas, julgamentos ou condenações, mas há muito trabalho a ser feito nos bastidores para promover a justiça, causas humanitárias e tentar resolver situações em que possa haver presos políticos que encontrem uma forma de serem libertados", declarou. .

Ansa - Brasil
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