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Papa Leão inicia reunião no Vaticano que deve abordar novo casamento e homossexuais

7 out 2026 - 15h11
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Resumo
O papa Leão abriu uma cúpula no Vaticano com cerca de 150 bispos globais para debater a vida familiar moderna, marcando os dez anos da exortação "Amoris Laetitia", do papa Francisco. O encontro de uma semana deve discutir temas delicados, como a acolhida a católicos LGBT e a comunhão para divorciados que se casaram novamente. Ao pedir compaixão diante de feridas e limites, o pontífice busca novas formas de acolhimento pastoral, com a presença inédita de bispos chineses e casais leigos.

O ‌papa Leão pediu a uma assembleia de cerca de 150 bispos de todo o mundo para encontrar "novas formas" de ajudar as famílias modernas no início de um encontro de uma semana no Vaticano, seu maior encontro de líderes da Igreja até ⁠o momento.

A assembleia, que se reunirá até 14 de outubro para ‌discutir os ensinamentos católicos sobre a vida familiar, deverá abordar temas polêmicos, como o tratamento dado pela Igreja aos ‌membros da comunidade LGBT e àqueles que ‌se divorciaram e se casaram novamente, embora essas questões ⁠não constem formalmente da pauta.

Leão pediu que Deus "nos conceda a liberdade de ouvir uns aos outros, a sabedoria para reconhecer sua obra entre seu povo e a coragem de seguir aonde Ele nos conduz".

O papa convocou a assembleia — um encontro com ‌os presidentes das conferências episcopais católicas de todo o mundo — para ‌marcar o 10º ⁠aniversário de um ⁠documento histórico de 2016, redigido por seu predecessor, o falecido papa Francisco.

Esse ⁠texto, intitulado "Amoris Laetitia" (A Alegria ‌do Amor), exortou a Igreja ‌a ser menos rígida e mais compassiva para com os católicos "imperfeitos", como aqueles que são divorciados e se casaram novamente.

De acordo com o ensinamento atual da Igreja, os ⁠católicos que se casaram novamente não podem receber a comunhão, a menos que se abstenham de relações sexuais com seu novo cônjuge, pois seu primeiro casamento ainda é válido aos olhos da Igreja.

Francisco pareceu abrir ‌as portas para que os católicos que se casaram novamente recebam a comunhão, afirmando em uma nota de rodapé do ⁠documento de 2016 que eles poderiam receber "a ajuda dos sacramentos", mas nunca estabeleceu uma política universal clara para a Igreja mundial.

Leão não mencionou especificamente a questão em suas declarações na quarta-feira, mas afirmou que a Igreja precisa "reconhecer a ação da graça mesmo em situações marcadas por limites, feridas e aparente fracasso".

Bispos de mais de 115 países participam da assembleia, incluindo dois da China, que negociaram um acordo polêmico em 2018 com Francisco, o qual normalizou as nomeações de bispos católicos no país após décadas de tensões.

Também participam 11 casais católicos leigos, que devem prestar testemunhos sobre suas vidas.

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