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Papa Francisco diz que mundo está 'se autodestruindo'

Pontífice voltou a criticar as guerras e conflitos atuais

5 fev 2023 - 14h45
(atualizado às 15h06)
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O papa Francisco afirmou neste domingo (5), durante a viagem de volta do Sudão do Sul, que o mundo vive um momento de "autodestruição" com conflitos por todas as partes.

Papa falou com jornalistas na volta da viagem do Sudão do Sul
Papa falou com jornalistas na volta da viagem do Sudão do Sul
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"A Ucrânia não é a única guerra. Queria fazer justiça porque faz 12-13 anos que a Síria está em guerra. São 10 anos que o Iêmen está em guerra, pensem em Myanmar. Em todo lugar, na América Latina, quantos focos de conflito existem. Sim, há guerras mais importantes pelo barulho que fazem [...], mas todo o mundo está em guerra. É uma autodestruição e precisamos pensar seriamente nisso parando enquanto há tempo. Porque uma bomba pede uma outra bomba maior, e outra maior, e a escalada não se sabe onde vai acabar", pontuou aos jornalistas no avião papal.

Segundo o líder católico, tanto a violência na África como no resto do mundo é causada pelos "negócios" na venda de armas.

"É muito doloroso se ver como a violência é provocada, e um dos pontos é a venda das armas. Hoje acredito que no mundo haja uma peste, a maior das pestes, que são os negócios da venda de armas. Alguém já me disse que, se em um ano não fossem vendidos armamentos, acabaria a fome no mundo", pontuou.

Dizendo ainda que o problema não é só "entre as grandes potências, mas com essas pobres pessoas", referindo-se à África, Francisco ressaltou que os poderosos "disseminam as guerras dentro dos países". "Isso é cruel. Dizem 'vai para a guerra' e lhes dão armas porque por trás disso há interesses, sobretudo, econômicos. É diabólico, não consigo falar outra palavra. Isso destrói a criação, as pessoas e a sociedade", ressaltou.

Questionado diretamente sobre a guerra na Ucrânia e se tem a intenção de se encontrar com os presidentes envolvidos, Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, Jorge Mario Bergoglio se disse "aberto para encontrar ambos". "Se eu não fui para Kiev ainda é porque não é possível, no momento, ir para Moscou. Mas, sigo pedindo o diálogo", destacou.

Durante todos os eventos que teve no Sudão do Sul, incluindo em um encontro com milhares de deslocados internos por conta das guerras no país, o Papa cobrou a retomada do processo de paz e o fim da violência. .

Ansa - Brasil
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