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Papa diz que aborto é "assassinato", mas que bispos dos EUA não devem politizar o assunto

15 set 2021 20h30
| atualizado às 23h17
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O papa Francisco disse nesta quarta-feira que o aborto é um "assassinato", mesmo logo após a concepção, mas pareceu criticar alguns bispos católicos dos Estados Unidos por lidarem com a posição do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pró-escolha da mulher sob um enfoque político, ao invés de pastoral.

Papa Francisco conversa com jornalistas durante voo no avião papal
15/09/2021
Tiziana Fabi/Pool via REUTERS
Papa Francisco conversa com jornalistas durante voo no avião papal 15/09/2021 Tiziana Fabi/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

No voo de volta da Eslováquia, Francisco foi questionado acerca do debate dentro da Conferência Episcopal dos Estados Unidos sobre se Biden, que é católico, deveria ter a comunhão negada por causa de seu apoio ao direito de escolha da mulher, embora ele seja pessoalmente contra o aborto.

"Nunca neguei a comunhão a ninguém. Mas nunca soube que tinha diante de mim alguém como você descreveu, isso é verdade", disse ele, sem elaborar.

Em junho passado, uma conferência dividida de bispos católicos romanos dos EUA votou para redigir um comunicado sobre a comunhão que pode repreender políticos católicos, incluindo Biden.

"A comunhão não é um prêmio para os perfeitos ... a comunhão é uma dádiva, a presença de Jesus e de sua Igreja", disse o papa. "Aborto é assassinato. Quem pratica o aborto mata", acrescentou.

"Na terceira semana após a concepção, muitas vezes antes mesmo de a mãe saber (que está grávida), todos os órgãos já estão (começando a se desenvolver). É uma vida humana. Ponto final. E essa vida humana tem que ser respeitada. É muito claro", disse ele.

"Cientificamente, é uma vida humana", acrescentou.

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