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Os mapas e gráficos que mostram o epicentro, a magnitude e o impacto do potente terremoto na Colômbia

A Colômbia fica na região de interação de três placas tectônicas. É um dos países com maior atividade sísmica da América Latina e já foi cenário de potentes terremotos como o de 10 de agosto de 2026.

11 ago 2026 - 16h05
(atualizado às 16h58)
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Imagem composta com a foto de um edifício derrubado durante o terremoto na Colômbia e o desenho de círculos concêntricos, indicando ondas em expansão
Imagem composta com a foto de um edifício derrubado durante o terremoto na Colômbia e o desenho de círculos concêntricos, indicando ondas em expansão
Foto: BBC News Brasil

O forte terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10/8) de manhã, hora local, deixou mais de 180 mortos, 2,5 mil feridos e graves danos materiais.

O epicentro do tremor ocorreu a uma profundidade de cerca de 107 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), no município de San José del Palmar, no Departamento colombiano de Chocó.

Mas o terremoto foi sentido em grande parte da Colômbia, além do Panamá, Venezuela e várias províncias do Equador, incluindo Pichincha, onde fica a capital equatoriana, Quito.

No Brasil, moradores de Manaus, no Amazonas, relataram nas redes que também sentiram os tremores.

O novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, tomou posse menos de 72 horas antes do terremoto. Ele declarou estado de emergência no país e anunciou que, no momento, "a prioridade é resgatar as pessoas que estão sob os escombros".

Mapa da Colômbia, indicando a localização do município de San José del Palmar, local do epicentro, e várias cidades atingidas
Mapa da Colômbia, indicando a localização do município de San José del Palmar, local do epicentro, e várias cidades atingidas
Foto: BBC News Brasil

O terremoto de 10 de agosto de 2026 foi o "mais forte da última década" no país, segundo o diretor-geral do Serviço Geológico Colombiano, Julio Fierro Morales.

Devido à sua localização na zona de interação das placas tectônicas de Nazca, do Caribe e Sul-Americana, a Colômbia é um dos países com maior atividade sísmica da América Latina e já foi o cenário de terremotos de grande magnitude.

A crosta rochosa da Terra "está partida em pedaços como um quebra-cabeça e esses pedaços se movem. O movimento entre os pedaços é o que gera os terremotos", explica o professor Germán Prieto, do Departamento de Geociências da Universidade Nacional da Colômbia.

Mapa da Colômbia, mostrando a ampla região atingida pelo terremoto
Mapa da Colômbia, mostrando a ampla região atingida pelo terremoto
Foto: BBC News Brasil

O terremoto registrado na segunda-feira ocorreu porque a placa de Nazca, localizada no oceano Pacífico, deslizou por baixo da placa Sul-Americana em direção a leste, onde se encontra a Colômbia, segundo Prieto.

Gráfico que exibe as placas tectônicas que interagem na região da Colômbia
Gráfico que exibe as placas tectônicas que interagem na região da Colômbia
Foto: BBC News Brasil

A zona de subducção da placa de Nazca (onde uma placa tectônica afunda e desliza sob a outra) avança sob o continente a uma velocidade de 55-60 milímetros por ano. Este movimento acumula pressão e energia que, em algum momento, é liberada na forma de terremotos.

Mapa mostrando as principais placas tectônicas do mundo
Mapa mostrando as principais placas tectônicas do mundo
Foto: BBC News Brasil

A Colômbia se encontra no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa que rodeia o oceano Pacífico e concentra a maior parte da atividade sísmica e vulcânica do mundo.

O cinturão vai do Chile e do Peru até a Colômbia, passando pela América Central, dali até o Canadá, o Alasca, a península russa de Kamchatka, o Japão e as ilhas Marianas, até terminar em Tonga e na Nova Zelândia.

"Todas estas regiões possuem vulcões ativos e terremotos", destaca Prieto.

Mapa que mostra o chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que concentra a maior parte da atividade sísmica do mundo
Mapa que mostra o chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que concentra a maior parte da atividade sísmica do mundo
Foto: BBC News Brasil

A Colômbia registra, em média, cerca de 2,5 mil terremotos por mês, ou cerca de 80 por dia.

A maioria deles tem baixa magnitude. Por isso, a população não percebe os tremores, que ficam registrados apenas nos relatórios técnicos, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

Entre os maiores terremotos já registrados no país, está o de 31 de janeiro de 1906. Ele teve magnitude 8,8 e epicentro em frente ao litoral colombiano e equatoriano do oceano Pacífico. A enorme força liberada pelo tremor gerou um tsunami que atingiu boa parte da costa.

Outro terremoto importante foi o de 1979, com magnitude 8,1, em frente ao litoral de Nariño, no sudoeste da Colômbia.

Os terremotos são medidos utilizando diversas escalas, que avaliam sua magnitude e intensidade.

A magnitude reflete a energia liberada no epicentro. Já a intensidade descreve os efeitos observados na superfície terrestre.

A escala de magnitude do momento é logarítmica, não linear. Cada salto unitário equivale a uma liberação de energia cerca de 32 vezes maior.

Já a intensidade é a medida do abalo em cada local. Ela varia de um lugar para outro, dependendo principalmente da distância em relação à zona de ruptura da falha.

Gráfico explicando a escala de magnitude dos terremotos
Gráfico explicando a escala de magnitude dos terremotos
Foto: BBC News Brasil

Diversos países do continente americano ofereceram equipes de resgate para colaborar com o trabalho de busca de vítimas e sobreviventes. Eles incluem o Brasil, Estados Unidos, Equador, El Salvador e Venezuela.

Os hospitais de Cali, a terceira cidade mais populosa da Colômbia e uma das mais atingidas pelo terremoto, declararam alerta hospitalar vermelho. Sua ocupação atingiu 100% da capacidade.

As cidades de Cali, Pereira e Manizales decretaram toque de recolher, frente à situação de emergência causada pelo terremoto.

"Temos ameaças de saques e, por isso, ordenei o toque de recolher e a militarização de Cali", afirmou o prefeito da cidade, Alejando Eder. Ele pediu aos cidadãos que informem sobre qualquer tentativa de saque ou situação de insegurança.

"Estas primeiras 48 horas são críticas para podermos regatar com vida todas as pessoas que possam estar presas nos edifícios que desabaram", destacou Eder.

Por outro lado, o prefeito de Pereira, Mauricio Salazar, também declarou toque de recolher para evitar saques após o terremoto.

Uma das torres da catedral do município de Manizales, capital do Departamento colombiano de Caldas, desabou durante o terremoto.

A catedral de Manizales é considerada um dos símbolos arquitetônicos da região. Ela foi construída entre 1928 e 1939.

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