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Oriente Médio

Ao menos 60 pessoas morrem em onda de 17 atentados no Iraque

29 jul 2013 - 05h04
(atualizado às 09h59)
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Carro destruído em atentado em Basra, no sul do Iraque
Carro destruído em atentado em Basra, no sul do Iraque
Foto: Reuters

Carros-bombas explodiram nesta segunda-feira em ruas e mercados movimentados do Iraque, matando 60 pessoas em áreas predominantemente xiitas, num dos dias mais violentos desde que insurgentes sunitas passaram intensificar suas ações, meses atrás.

As 17 explosões, aparentemente coordenadas, foram concentradas em cidades do sul do Iraque, região majoritariamente xiita, e em bairros de Bagdá habitados por seguidores dessa seita islâmica.

A Al Qaeda e outros grupos militantes sunitas intensificaram nos últimos meses sua insurgência contra suposta discriminações do governo iraquiano, dominado pela maioria xiita. A guerra civil na vizinha Síria, também com contornos sectários, contribui para a tensão entre as comunidades iraquianas.

No bairro de Sadr City, reduto xiita em Bagdá, uma minivan se aproximou de um grupo de trabalhadores diaristas que estava numa calçada, e o motorista convidou todos para entrar no veículo, para em seguida detoná-lo, segundo policiais e testemunhas.

"Alguém me diga por favor por que trabalhadores pobres são o alvo? Eles só querem levar comida para suas famílias!", disse o trabalhador Yahya Ali, que estava parado perto da van, mas não se feriu.

Estima-se que quase 4.000 pessoas já tenham morrido por causa da violência sectária no Iraque neste ano, sendo mais de 810 só neste mês, numa situação que leva muitos a temerem uma guerra civil.

Em Kut, cerca de 150 quilômetros a sudeste da capital, dois carros-bombas perto da rodoviária local mataram pelo menos dez pessoas.

Outras quatro morreram numa explosão em Mahmoudiya, cerca de 30 quilômetros ao sul de Bagdá, e outra duas morreram em uma dupla explosão em Samawa, mais ao sul.

Os demais ataques ocorreram em Bagdá, nos bairros de Habibiya, Hurriya, Bayaa, Ur, Shurta, Kadhimiya, Risala, Tobchi e Abu Dsheer.

Na semana passada, uma ação da Al Qaeda liberou centenas de militantes presos em duas penitenciárias iraquianas, e alguns especialistas acham que aquela fuga em massa está ligada aos ataques da segunda-feira.

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