Operação conjunta de EUA e Venezuela mata líder do Tren de Aragua
Niño Guerrero chefiava uma das organizações criminosas mais poderosas da região
O governo da Venezuela confirmou que uma operação conjunta com os Estados Unidos no estado de Bolívar, no sudeste do país, matou Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero" e considerado o líder da organização criminosa Tren de Aragua.
"Durante a operação, ocorreram confrontos com membros dessas estruturas criminosas, que levaram à neutralização de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, dito 'Niño Guerrero', líder de uma organização criminosa", declarou o Ministério da Comunicação e Informação venezuelano em comunicado publicado na rede social X.
O presidente dos EUA, Donald Trump, veiculou na plataforma Truth Social um vídeo que mostra o momento do ataque aéreo contra o esconderijo de Niño Guerrero. Nas imagens, um galpão de teto verde é explodido por um míssil ou bomba. Nenhum soldado americano pisou na Venezuela para realizar a ação.
"Por minha ordem, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta", escreveu Trump.
"Esta operação foi coordenada estreitamente com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos colaborando de forma excelente. Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro, nem na Venezuela nem em qualquer outro lugar. Sob minha liderança, caçaremos esses assassinos e narcotraficantes impiedosos onde quer que estejam e os enviaremos para as profundezas do inferno, onde merecem estar", acrescentou o presidente.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, também comentou a operação em publicação no X. Segundo ele, a ação "ressalta o compromisso conjunto dos EUA e da Venezuela em combater os narcoterroristas e negar a eles qualquer refúgio seguro em nosso hemisfério".
O nome do grupo, "Tren de Aragua", deriva do presídio de Tocorón, no norte da Venezuela, onde Guerrero foi preso em 2013. A penitenciária se transformou no quartel-general da organização, com direito a zoológico, restaurantes, boate, agência de apostas e piscina.
Em setembro de 2023, o então presidente Nicolás Maduro, deposto pelos EUA no início de 2026, enviou 11 mil soldados para invadir a penitenciária e retomar seu controle, mas Guerrero conseguiu fugir.
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