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Novo caso suspeito de hantavírus é identificado em ilha remota em meio a rastreamento de contatos

8 mai 2026 - 12h13
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Um novo caso ‌suspeito de hantavírus foi identificado em um homem britânico que era passageiro do navio de cruzeiro de luxo MV Hondius, atingido pelo vírus, e que agora está na remota ilha de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, informaram as autoridades de saúde na ⁠sexta-feira.

A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido não divulgou mais ‌detalhes sobre o novo caso suspeito no território britânico ultramarino, onde o navio de cruzeiro fez uma parada em 15 de ‌abril.

Tristão da Cunha, onde vivem apenas ‌cerca de 200 pessoas, fica a meio caminho entre a ⁠África do Sul e a América do Sul e é a ilha habitada mais remota do mundo.

Um habitante da ilha foi hospitalizado e sua esposa estava se isolando, disse o ministro do Reino Unido para os Territórios Ultramarinos, Stephen Doughty, em uma declaração ‌publicada no site do governo local de Tristão da Cunha.

Quatro moradores da ‌ilha pegaram uma carona ⁠no navio ⁠de bandeira holandesa para Santa Helena, acrescentou. O administrador de Tristão da Cunha, ⁠Philip Kendall, disse que eles ‌haviam sido aconselhados a ‌se isolar lá por precaução.

Embora o novo caso permaneça suspeito, o anúncio das precauções alimentará as preocupações com a cepa andina do hantavírus encontrada no navio que, em casos raros, pode ⁠se espalhar de pessoa para pessoa.

Três pessoas -- um casal holandês e um cidadão alemão -- morreram após o surto no MV Hondius.

Quatro outras pessoas confirmadas como infectadas, dois britânicos, um holandês e um suíço, estão sendo tratadas em ‌hospitais na Holanda, África do Sul e Suíça, e há suspeita de um quinto caso, de acordo com a Organização Mundial ⁠da Saúde.

Esses números não incluem o caso suspeito em Tristão da Cunha. A Organização Mundial da Saúde disse que forneceria uma atualização ainda na sexta-feira.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA classificou o surto de hantavírus como uma resposta de emergência de "nível 3", o nível mais baixo de ativação de emergência.

Outros especialistas também enfatizaram a baixa probabilidade de um contágio generalizado, mas o surto colocou as autoridades em alerta máximo, pois elas pedem a todos que estiveram em contato com passageiros que deixaram o Hondius que fiquem atentos a possíveis sintomas.

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