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Irã reforça controle do Estreito de Ormuz; EUA cobram resposta diplomática

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou como "inaceitável" a tentativa do Irã de controlar o Estreito de Ormuz e afirmou que Washington aguarda uma resposta de Teerã ainda nesta sexta-feira (8) à proposta americana para pôr fim à guerra. Em meio ao impasse diplomático, os Emirados Árabes Unidos relataram um ataque iraniano com mísseis e drones durante a noite, que deixou três pessoas feridas.

8 mai 2026 - 11h24
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Ponto de passagem estratégico por onde transita cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, o Estreito de Ormuz voltou a se tornar foco de forte tensão desde o início do conflito no Oriente Médio. Apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, a situação permanece instável, com o Irã restringindo a circulação de navios e os Estados Unidos mantendo um bloqueio aos portos iranianos.

Foto divulgada pela Marinha dos EUA em 8 de maio de 2026 mostra o destróier de mísseis guiados USS Rafael Peralta (DDG 115), implementando um bloqueio marítimo contra o navio petroleiro Herby, de bandeira iraniana, enquanto este tentava navegar em direção a um porto iraniano, em 24 de abril de 2026.
Foto divulgada pela Marinha dos EUA em 8 de maio de 2026 mostra o destróier de mísseis guiados USS Rafael Peralta (DDG 115), implementando um bloqueio marítimo contra o navio petroleiro Herby, de bandeira iraniana, enquanto este tentava navegar em direção a um porto iraniano, em 24 de abril de 2026.
Foto: AFP - - / RFI

Washington afirma buscar um acordo definitivo com Teerã para encerrar a guerra e garantir a retomada plena do tráfego marítimo na região. No entanto, uma série de incidentes registrados nos últimos dias alimenta o temor de uma nova escalada.

Militares dos Estados Unidos e do Irã acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo anunciado há um mês. Ainda assim, fontes diplomáticas relataram avanços nas negociações na quinta-feira (7), com o objetivo de abrir caminho para um processo de paz mais amplo.

"Aventuras militares"

Na noite passada, o comando militar iraniano acusou as forças americanas de atacar dois navios no Estreito de Ormuz e áreas costeiras civis no Irã. Em resposta, os militares dos Estados Unidos afirmaram ter realizado ataques "em retaliação" contra alvos iranianos envolvidos em ações contra forças americanas, denunciando "hostilidades não provocadas".

Segundo os militares americanos, três navios de guerra dos Estados Unidos foram alvejados por mísseis e drones no estreito. Os episódios reforçam os receios de uma retomada do conflito iniciado em 28 de fevereiro.

Nesta sexta-feira, Teerã anunciou ter interceptado e desviado para sua costa um petroleiro sancionado pelos Estados Unidos, que transportava petróleo iraniano. Em comunicado transmitido pela televisão estatal, o Exército afirmou que a Marinha iraniana abordou o navio Ocean Koi durante uma operação no Golfo de Omã. As autoridades alegam que a embarcação tentou prejudicar as exportações de petróleo do país, sem fornecer detalhes adicionais.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou Washington de se envolver em "aventuras militares irresponsáveis" sempre que uma saída diplomática começa a ganhar força.

Irã cria agência para controle de Ormuz

Durante uma visita a Roma,  o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou esperar uma resposta rápida de Teerã. "O Irã afirma agora que essa via navegável internacional lhe pertence e que tem o direito de controlá-la. Trata-se de uma situação inaceitável", disse. "O mundo vai aceitar que um país controle uma via de navegação internacional?", questionou.

Segundo a publicação especializada Lloyd's List, o Irã criou uma nova Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), responsável por autorizar o trânsito de navios e cobrar taxas de passagem no Estreito de Ormuz. A autoridade exige informações detalhadas sobre os navios, incluindo propriedade, seguro, tripulação e rota, e se apresenta como o único órgão habilitado a conceder permissões.

O canal iraniano em inglês Press TV afirmou que o país estabeleceu um sistema para exercer sua soberania sobre o estreito, com envio de instruções por e-mail às embarcações em trânsito. Em abril, um alto funcionário do Parlamento iraniano informou que Teerã já havia começado a arrecadar receitas com as taxas impostas.

Atualmente, cerca de 1.500 navios e 20 mil tripulantes permanecem retidos no Estreito de Ormuz.

EUA esperam uma resposta de Teerã

Fontes diplomáticas indicam que as negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão, avançaram em torno de um plano em três etapas: o encerramento formal das ofensivas, a resolução da questão do Estreito de Ormuz e, por fim, negociações sobre um acordo mais amplo.

Donald Trump reiterou o desejo de um entendimento que impeça o Irã de adquirir armas nucleares. Teerã sustenta que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis e nega, há anos, a intenção de desenvolver armas atômicas.

Ataques no Golfo

Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades informaram que três pessoas ficaram feridas após ataques aéreos atribuídos ao Irã. Segundo o Ministério da Defesa, dois mísseis balísticos e três drones foram interceptados pelas defesas aéreas do país. O governo esclareceu que os ruídos ouvidos em várias regiões foram decorrentes das interceptações.

Desde o início da guerra, o país do Golfo afirma ter sido alvo de mais de 550 mísseis balísticos, além de mísseis de cruzeiro e milhares de drones. Os ataques atingiram bases americanas e infraestrutura civil, deixando 13 mortos, entre eles dez civis, e mais de 200 feridos.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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