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Navio iraniano apreendido provavelmente transportava equipamentos considerados de uso duplo pelos EUA, dizem fontes

20 abr 2026 - 13h02
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O navio porta-contêineres Touska, de bandeira iraniana, que foi ‌abordado e apreendido pelas forças dos Estados Unidos no domingo, provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima nesta segunda-feira.

O pequeno navio porta-contêineres, que faz parte do grupo Islamic Republic of Iran Shipping Lines (IRISL), que foi atingido pelas sanções dos EUA, foi abordado no domingo na costa do porto iraniano de Chabahar, no Golfo ⁠de Omã, e informou sua última posição às 10h08 (horário de Brasília), de acordo com dados de rastreamento de ‌navios na plataforma Marine Traffic.

O Comando Central dos EUA disse que a tripulação do Touska não cumpriu os avisos repetidos em um período de seis horas e que o navio estava violando um bloqueio ‌dos EUA.

As fontes de segurança, que não quiseram ser identificadas, disseram ‌que suas avaliações iniciais indicavam que a embarcação provavelmente estava transportando itens de uso duplo ⁠após uma viagem da Ásia.

A embarcação já havia transportado itens considerados de uso duplo, disse uma das fontes.

As fontes não entraram em detalhes sobre os itens. O Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os militares do Irã disseram que o ‌navio estava viajando da China e acusaram os EUA de "pirataria armada", de acordo com a mídia estatal iraniana ‌nesta segunda-feira. Eles disseram que estavam ⁠prontos para confrontar as ⁠forças dos EUA sobre a "agressão flagrante", mas foram limitados pela presença das famílias dos membros da tripulação a bordo.

Washington impôs ⁠sanções à IRISL no final de 2019, descrevendo-a como "a linha ‌de navegação preferida para proliferadores e ‌agentes de aquisição iranianos", que incluía o transporte de itens destinados ao programa de mísseis balísticos do Irã.

A tripulação do Touska inclui um capitão iraniano e membros da tripulação iraniana, embora não esteja claro se toda a tripulação é de nacionalidade iraniana, disse uma das fontes.

Os navios da ⁠IRISL estão sob o controle da Guarda Revolucionária do Irã e sua tripulação é normalmente composta principalmente por iranianos e, às vezes, também utiliza marinheiros paquistaneses, acrescentaram duas outras fontes.

A embarcação foi detectada ao lado do porto chinês de Taicang, ao norte de Xangai, em 25 de março e chegou ao porto chinês de Gaolan, ao sul, em 29 e 30 ‌de março, de acordo com a análise de satélite dos especialistas em análise de dados SynMax.

O navio carregou contêineres a bordo em Gaolan e depois fez uma parada no ancoradouro de Port Klang, na ⁠Malásia, nos dias 11 e 12 de abril, onde carregou mais contêineres, de acordo com a análise da SynMax.

O navio estava carregado com contêineres a bordo quando chegou ao Golfo de Omã no domingo.

A China expressou preocupação com a "interceptação forçada" pelos EUA do navio de carga com bandeira iraniana, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês nesta segunda-feira, pedindo às partes relevantes que cumpram o acordo de cessar-fogo de maneira responsável.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma postagem na plataforma Truth Social no domingo que o Touska estava sob sanções dos EUA devido ao seu "histórico anterior de atividades ilegais", acrescentando que as forças dos EUA estão "vendo o que há a bordo".

As Forças Armadas dos EUA ampliaram seu bloqueio marítimo contra o Irã para incluir cargas consideradas contrabando e qualquer embarcação suspeita de tentar chegar ao território iraniano estará "sujeita ao direito beligerante de visita e busca", disse a Marinha dos EUA em um comunicado na quinta-feira. O contrabando inclui armas e munições.

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