"Não há planos" de enviar tropas para locais de votação das eleições de meio de mandato nos EUA, diz general
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, garantiu que as Forças Armadas não planejam enviar tropas aos locais de votação nem confiscar materiais nas próximas eleições. A declaração responde a receios do Partido Democrata sobre uma possível interferência do governo Trump. Caine ressaltou que a administração eleitoral é de competência estadual e local, lembrando que a legislação veda o uso militar na fiscalização e que não cumprirá ordens ilegais.
O general de mais alta patente dos Estados Unidos afirmou que as Forças Armadas não têm planos de enviar militares federais ou tropas da Guarda Nacional aos locais de votação durante as eleições de meio de mandato deste ano.
Em uma carta à senadora Elissa Slotkin, democrata de Michigan, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, afirmou que a administração e a segurança eleitorais continuam sendo de responsabilidade das autoridades estaduais e locais.
A carta de Caine, obtida pela Reuters, foi enviada em resposta a um pedido de Slotkin, que havia solicitado garantias de altos líderes militares, incluindo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que o governo Trump não interferiria nas eleições de novembro.
Ao mesmo tempo em que enfatizou que não há planos para tal mobilização, Caine afirmou que as Forças Armadas não têm planos de apreender cédulas, urnas eletrônicas ou outros materiais relacionados às eleições.
"Não recebi nem prevejo receber qualquer ordem ilegal relativa ao papel da Força Conjunta nas próximas eleições de meio de mandato de novembro de 2026", escreveu Caine.
A carta foi recebida em 28 de agosto, segundo uma autoridade.
Milhões de norte-americanos devem votar no dia 3 de novembro nas eleições para o Congresso, para governador e nas eleições locais.
Democratas, incluindo Slotkin, têm manifestado preocupação de que o governo Trump possa tentar utilizar tropas ou outros agentes federais armados nas proximidades dos locais de votação.
Essas preocupações foram alimentadas, em parte, por comentários feitos por Trump em maio, quando, questionado se enviaria tropas da Guarda Nacional ou agentes do Serviço de Imigração e Alfândega aos locais de votação, ele afirmou que "faria tudo o que fosse necessário para garantir que tenhamos eleições honestas".
A lei federal em geral proíbe o envio de tropas federais a locais de votação ou seu uso na fiscalização de eleições, refletindo restrições de longa data ao envolvimento militar no processo eleitoral.
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