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MP de Roma abre inquérito sobre envolvimento de italianos com 'caso Epstein'

Investigação nasceu a partir de denúncia de entidade que atua em defesa das mulheres

5 set 2026 - 11h09
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Resumo
O Ministério Público de Roma abriu um inquérito para investigar o possível envolvimento de cidadãos italianos nos crimes sexuais e no tráfico de menores ligados ao financista Jeffrey Epstein. A apuração atende a uma denúncia da entidade Differenza Donna, motivada por frequentes menções a cidades italianas nos arquivos do caso. Para mapear a rede de abusos operada com Ghislaine Maxwell, a promotoria solicitou formalmente acesso a documentos públicos e sigilosos do Departamento de Justiça dos EUA.

O Ministério Público de Roma abriu uma investigação para apurar se cidadãos italianos tiveram envolvimento nos crimes sexuais ligados ao financista pedófilo americano Jeffrey Epstein, morto em 2019 em uma prisão de Nova York.

    A promotoria enviou um pedido formal de cooperação ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos para ter acesso aos documentos do caso, incluindo trechos que ainda não vieram a público.

    A apuração, revelada neste sábado (5) pelo jornal La Repubblica, parte de uma denúncia apresentada em março pela associação italiana Differenza Donna, que atua na defesa de mulheres vítimas de violência.

    A entidade pediu que as autoridades italianas investigassem possíveis crimes transnacionais de tráfico de pessoas, violência sexual e exploração de mulheres e menores citados nos arquivos do caso Epstein.

    Os documentos já divulgados nos Estados Unidos, segundo a denúncia, trazem referências frequentes a localidades italianas, como Capri, Costa Amalfitana, Costa Esmeralda, Milão e Roma.

    A investigação é coordenada pelo procurador-adjunto Maurizio Arcuri e está em fase inicial. O objetivo é mapear a presença de italianos no esquema montado por Epstein e por sua cúmplice Ghislaine Maxwell, condenada em 2022 por aliciar e traficar menores para fins sexuais.

    A associação Differenza Donna comemorou a abertura do inquérito, mas ressaltou que a simples menção a um nome nos arquivos não significa envolvimento criminal.

    "Por isso, é indispensável uma investigação rigorosa, capaz de separar relações sociais de condutas criminosas, e, ao mesmo tempo, de não deixar inexplorados elementos que possam indicar violência sexual ou outras formas de participação no esquema", afirmaram as advogadas da associação, Teresa Manente e Ilaria Boiano.

    Epstein foi preso em julho de 2019, acusado de comandar por anos uma rede de exploração sexual de menores. Ele morreu na prisão antes do julgamento, e a causa oficial do óbito foi declarada como suicídio.

    Documentos judiciais liberados desde então citam dezenas de nomes de políticos, empresários e celebridades que eram próximos ao pedófilo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. .

Ansa - Brasil
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