Morre Valeria Fedeli, ex-ministra da Educação da Itália
Em sua vida política, sindicalista alcançou respeito até de rivais
Morreu nesta quarta-feira (14), aos 76 anos de idade, a ex-ministra da Educação da Itália Valeria Fedeli (2016-2018), após uma longa batalha contra uma doença não revelada pela família.
Nascida em Treviglio, em 29 de julho de 1949, Fedeli foi professora de ensino primário e dedicou boa parte da vida a atividades sindicais. Em 2013, foi eleita senadora pelo Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, ocupando um assento na Câmara Alta até outubro de 2022.
Fedeli chegou a ser vice-presidente do Senado entre 2013 e 2016, ano em que foi nomeada ministra da Educação pelo então premiê Paolo Gentiloni. Ela tinha o hábito de chegar ao ministério pontualmente às 8h30, assim como os outros funcionários, superando rapidamente as polêmicas iniciais pelo fato de não ter formação universitária.
Mulher corajosa, como demonstrou durante sua doença, mas também profundamente empática, Fedeli conquistou respeito por conta de seu trato humano, inclusive de oponentes políticos.
"A notícia da morte de Valeria Fedeli nos deixa tristes. Ela sempre viveu com convicção e paixão seu empenho na política, na escola e no sindicalismo. Minhas mais sinceras condolências vão para sua família e para quem a quis bem", escreveu nas redes sociais a premiê de direita Giorgia Meloni.
"Deixou-nos Valeria Fedeli, mulher apaixonada que, mesmo na diversidade de ideias, merece estima e respeito. Meu abraço sincero para todos os seus entes queridos", declarou o ministro da Infraestrutura e dos Transportes e vice-premiê da Itália, Matteo Salvini.
A deputada Elly Schlein, líder do PD, partido no qual Fedeli militava, também lamentou a morte. "É uma enorme perda para toda a comunidade democrática. Ao longo de sua vida como política, ministra da Educação, sindicalista e feminista, ela nos legou uma contribuição insubstituível de comprometimento, rara profundidade e grande inteligência. Lutou até o fim pela dignidade do trabalho e pela plena igualdade de gênero", disse.