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Ministros israelenses comemoram restabelecimento de assentamentos na Cisjordânia

20 abr 2026 - 15h38
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Um vilarejo palestino ‌na Cisjordânia ocupada por Israel recebeu ordens de demolição de 15 lojas nesta segunda-feira, um dia após ministros israelenses comemorarem o restabelecimento de um assentamento em uma colina vizinha.

A coalizão de extrema-direita no poder em Israel tem apoiado uma rápida expansão dos assentamentos ⁠e os palestinos receberam milhares de ordens de demolição desde que ‌o governo assumiu o poder, de acordo com dados da ONU.

A liberação da última ordem teve como alvo Al-Fandaqumiya, de acordo ‌com uma autoridade local.

Isso ocorre após reunião, ‌no domingo, entre o ministro da Defesa de Israel, ⁠Israel Katz, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, para comemorar o restabelecimento de um assentamento na vizinha Sa-Nur.

O assentamento de Sa-Nur, no norte da Cisjordânia, foi um dos 19 assentamentos esvaziados de acordo com o plano ‌de retirada de 2005, que também incluiu a retirada de colonos ‌de Gaza por Israel -- ⁠medida que continua ⁠sendo uma fonte de amargura para a direita israelense.

ACESSO À TERRA

Há tempos, palestinos ⁠esperam que a Cisjordânia constitua ‌o coração de um ‌futuro Estado, mas a expansão dos assentamentos fragmentou o território.

A maior parte do mundo considera a atividade de assentamentos de Israel na Cisjordânia ilegal de acordo com a lei internacional, ⁠o que Israel contesta.

Israel aprovou 102 novos assentamentos sob o atual governo, em comparação com um total de 127 assentamentos existentes antes de sua eleição, de acordo com o grupo israelense de direitos Peace Now.

Refaat Qaruriya, chefe do ‌conselho do vilarejo vizinho de Al-Fandaqumiya, disse que as ordens de demolição davam aos lojistas um mês de antecedência. Ele acrescentou que ⁠Sa-Nur dificultaria a vida dos moradores do vilarejo, que temiam não poder mais acessar suas terras.

O Exército israelense disse que as ordens de demolição se devem ao fato de as lojas terem sido construídas sem licenças, e que o momento não está relacionado a Sa-Nur.

Os palestinos dizem que é praticamente impossível obter essas licenças.

"Esse desenvolvimento (em Sa-Nur) levanta sérias preocupações com relação a uma nova escalada, restrições ao acesso dos palestinos à terra e o aprofundamento de uma realidade de anexação de fato", disse Amir Daoud, um funcionário da Autoridade Palestina, em um comunicado à Reuters.

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