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Ministro diz que acordo UE-Mercosul é 'ótimo' graças à Itália

Para Lollobrigida, país garantiu 'competitividade' e 'reciprocidade'

4 fev 2026 - 10h27
(atualizado às 12h02)
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O ministro italiano da Agricultura, Soberania Alimentar e Florestas, Francesco Lollobrigida, destacou o papel de seu país na concretização do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Segundo ele, o resultado do texto final não foi "bom, mas ótimo".

Lollobrigida em reunião com empresários italianos do setor vitivinícola
Lollobrigida em reunião com empresários italianos do setor vitivinícola
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Acordos comerciais internacionais são sempre vantajosos para um país exportador [como a Itália]. Sabíamos disso desde o início e concretizamos a parceria com negociações decisivas lideradas pela Itália, resultando em um ótimo acordo, já que um bom não nos bastava", disse Lollobrigida nesta quarta-feira (4), durante um evento na Alemanha.

O ministro explicou que o acordo UE-Mercosul "é um bom negócio" que foi feito através de "dois pilares".

"O primeiro é que asseguramos a resiliência das nossas empresas, com 10 bilhões [de euros] para a Itália em políticas comuns. Sem esse dinheiro, nossas companhias teriam dificuldades em manter a competitividade. O segundo é que há garantias para o setor agrícola com o princípio da reciprocidade", explicou Lollobrigida.

Aos críticos da proposta, ele lembrou que, "após as negociações, não só recuperamos todos os recursos que haviam sido cortados inicialmente, como também obtivemos 1 bilhão [de euros] adicional".

Em dezembro, a premiê Giorgia Meloni atrasou a votação do tratado comercial na UE, mas ela acabou convencida por um robusto pacote de garantias apresentado por Bruxelas, incluindo a possibilidade de suspender as isenções tarifárias caso haja uma variação superior a 5% nas importações e nos preços de produtos agropecuários do Mercosul, como carne bovina, aves, arroz, mel, ovos, alho, etanol e açúcar.

A Itália também foi tranquilizada por um fundo de compensação de 6,3 bilhões de euros, controles fitossanitários mais rígidos, isenções tarifárias para fertilizantes e a destinação de mais 45 bilhões de euros em subsídios ao agro no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) do bloco.

O acordo UE-Mercosul, assinado em 17 de janeiro no Paraguai, criará uma área de livre comércio com 31 países e mais de 700 milhões de consumidores.  

Ansa - Brasil
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