Militares removem mais de 250 artefatos bélicos da 1ª Guerra Mundial nas Dolomitas
Região do extremo-norte da Itália foi palco de combates entre 1915 e 1918
Especialistas do Exército da Itália removeram mais de 250 artefatos bélicos da Primeira Guerra Mundial nas Dolomitas, extremo-norte do país. A operação de desminagem, finalizada em uma campanha de verão, neutralizou bombas e projéteis em montanhas e geleiras que hoje enfrentam o turismo de massa. O material histórico remonta aos combates travados entre a Itália e o Império Austro-Húngaro entre 1915 e 1918 na região.
Especialistas do Exército da Itália removeram mais de 250 artefatos bélicos da Primeira Guerra Mundial nas Dolomitas, cadeia montanhosa que atravessa o extremo-norte do país.
A ação ocorreu durante a última campanha de verão do 2º Regimento de Engenheiros de Desativação Alpina da Brigada Julia, em conjunto com técnicos de diversos órgãos do Estado e de administrações locais.
A iniciativa terminou na sexta-feira (16) e, na última semana da operação, os militares atuaram na zona de Primiero, no Trentino-Alto Ádige, onde neutralizaram 55 artefatos explosivos: 18 projéteis de artilharia italianos de calibre 75 mm e 37 bombas de morteiro Thevenot, de fabricação francesa, mas que também eram usadas pelo Exército Real Italiano.
Os militares também retiraram explosivos em diversos grupos montanhosos e geleiras nas Dolomitas, área do país que tem se tornado um destino cada vez mais procurado pelo turismo de massa, sobretudo no verão.
A presença de bombas e projéteis da Primeira Guerra nas Dolomitas é um legado dos combates entre Itália e o Império Austro-Húngaro na região, que até hoje exibe as trincheiras escavadas nas montanhas entre 1915 e 1918. Após o conflito, o chamado Alto Ádige, também conhecido como Tirol do Sul, foi anexado pela Itália.
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