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Militantes islâmicos forçam pacientes com Ebola a fugir em um ataque mortal no Congo

6 nov 2026 - 14h12
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Resumo
Militantes ligados ao Estado Islâmico mataram ao menos 33 civis e incendiaram um posto de saúde em Cantine-Aloya, no leste da República Democrática do Congo. O ataque forçou a fuga de pacientes, incluindo casos suspeitos e confirmados de Ebola, agravando a crise na província de Kivu do Norte, epicentro do surto que já acumula mais de 10 mil infecções e 5 mil mortes no país. A ação violenta das Forças Democráticas Aliadas ocorreu com tiros, queimadas e golpes de facão contra a população local.

Militantes ligados ao Estado Islâmico invadiram uma vila no leste da República Democrática do Congo, matando pelo menos 33 civis e forçando pacientes com infecções confirmadas e suspeitas ⁠de Ebola a fugir, informaram autoridades nesta sexta-feira.

Os ‌agressores incendiaram um posto de saúde durante o ataque a Cantine-Aloya, na província de ‌Kivu do Norte, um ‌dos focos do surto de Ebola  que assola ⁠o Congo, informaram as autoridades.

Pacientes de um hospital próximo também fugiram, incluindo um paciente com Ebola  confirmado e cinco casos suspeitos, três deles são contatos de alto risco, disse à ‌Reuters o médico-chefe do local, Christian Kakule Vulembera.

Os ‌militantes das Forças ⁠Democráticas ⁠Aliadas, um grupo reconhecido pelo Estado Islâmico como afiliado, ⁠incendiaram várias casas ‌e mataram civis, ‌disse à Reuters o administrador territorial de Beni, coronel Charles Omeonga.

Segundo ele, ainda não foi possível estabelecer o número de mortos, ⁠pois chuvas fortes dificultaram as operações do Exército e as investigações.

Um total de 33 corpos foi recuperado após o ataque, a maioria com ‌ferimentos de bala, enquanto outros haviam sido queimados ou cortados com facões, segundo Tchetche Aliamini, ⁠líder local da sociedade civil.

Os agressores atacaram a vila a cerca de 50 km a oeste de Beni por volta das 23h (horário local) da quinta-feira, informaram as autoridades.

Atualmente, Kivu do Norte é responsável por metade de todas as novas infecções do surto no Congo. As autoridades registraram mais de 10.000 casos e 5.000 mortes em todo o país.

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